Ano letivo: Jerónimo atribui culpas ao Governo por adiamento do início das aulas

Ano letivo: Jerónimo atribui culpas ao Governo por adiamento do início das aulas
Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, atribuiu hoje ao Governo a responsabilidade pelo adiamento do início das aulas em algumas escolas, devido à falta de funcionários, considerando que marcou negativamente o arranque do novo ano letivo.

"Existem dezenas de autarquias onde escolas não abriram", devido à falta de funcionários, porque "o Governo faltou a esse compromisso", afirmou o líder comunista, à margem de uma visita à Oficina da Criança, em Montemor-o-Novo, distrito de Évora.

Jerónimo de Sousa considerou que "é o Governo que está em incumprimento", sublinhando que a falta de funcionários nas escolas resulta do facto de não terem sido "requisitados nem contratados" pelo executivo de António Costa.

"Isto até deveria merecer uma reflexão, num momento em que se está a discutir tanto a questão da transferência de competências para as autarquias. É um exemplo acabado de que o Governo, nesta circunstância, procura descarregar para cima das autarquias uma responsabilidade que é sua", referiu.

O líder comunista destacou, contudo, que o novo ano letivo tem como "elemento positivo" a gratuitidade dos manuais escolares para os alunos até ao 6.º ano, propondo que o processo possa no futuro abranger alunos até 12.º ano.

Questionado sobre as negociações em torno do Orçamento do Estado (OE) para 2019, Jerónimo de Sousa enumerou algumas das 'bandeiras' do seu partido e indicou que a discussão está "muito verde", porque não existe ainda uma "proposta concreta".

"Nestes anos, embora de forma insuficiente, houve avanços e reposição de rendimentos e direitos. A grande questão que está colocada é se o Governo do PS, no quadro deste orçamento, quer manter essa linha ou quer parar ou retroceder", notou.

Sobre a Oficina da Criança, em Montemor-o-Novo, o líder do PCP descreveu o espaço como "um projeto extraordinário que caberá sempre num Portugal com futuro", tendo em conta que as crianças podem "aprender, experimentar, criar e crescer com autonomia".

A visita à Oficina da Criança, um projeto desenvolvido pelo município, inseriu-se na Campanha do PCP "Crianças e Pais com Direitos, Portugal com Futuro".