ADSE: Frente Comum pede reunião urgente com ministérios da Saúde e das Finanças

ADSE: Frente Comum pede reunião urgente com ministérios da Saúde e das Finanças
Lusa

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública manifestou hoje "profunda preocupação" com situação da ADSE e solicitou uma reunião urgente com os ministérios das Finanças e da Saúde.

A estrutura sindical da CGTP critica, em comunicado, "a constante campanha movida por alguns grupos privados de saúde contra a ADSE-IP", referindo-se à eventual suspensão das convenções anunciada pela José de Mello Saúde, Luz Saúde e Lusíadas.

Após uma reunião hoje com os seus representantes no conselho da ADSE, a Frente Comum manifesta uma "profunda preocupação pelo imobilismo do conselho diretivo" do instituto público liderado por Sofia Portela e "pela falta de esclarecimento dos trabalhadores da administração pública sobre a situação".

A Frente Comum solicita assim uma "reunião urgente aos ministros da tutela, Saúde e Finanças, tendo em conta a presente situação, as retenções e cortes no Orçamento da ADSE-IP".

Os representantes da estrutura da CGTP na ADSE "manifestam a sua inteira disponibilidade para dialogar com os diferentes grupos [privados], tendo como objeto o cumprimento das convenções em vigor, as formas de pagamento das quantias resultantes das regularizações e a negociação de novas tabelas e novas convenções".

O Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da ADSE vai reunir-se com a ministra da Saúde, Marta Temido, na terça-feira, segundo informou hoje este órgão que representa os beneficiários e onde têm também assento membros do Governo.

O pedido de reunião à ministra Marta Temido foi feito no seguimento da última reunião do CGS em que foi aprovada uma resolução onde se apela ao "diálogo urgente" entre os prestadores de saúde e o conselho diretivo do instituto público.

A reunião está marcada para terça-feira, dia 19 de fevereiro, e contará também com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos.

O subsistema de saúde dos funcionários públicos e dos reformados da Caixa Geral de Aposentações tem tutela conjunta dos Ministérios da Saúde e das Finanças.