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O Presidente dos Estados Unidos anunciou este sábado que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e que o objetivo é "eliminar ameaças iminentes"
Trump enumerou operações do Irão contra alvos norte-americanos desde o início do regime teocrático (1979) e acusou o Irão de envolvimento no ataque do Hamas em Israel em outubro de 2023 para considerar que as atividades do país colocam em risco direto os Estados Unidos, as suas bases no estrangeiro e os seus países aliados, pelo que - acrescentou - os EUA não vão "tolerar mais".
Sobre o programa nuclear do país, o presidente dos Estados Unidos disse que o Irão continua a desenvolvê-lo e que planeia mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.
"Vamos garantir que o Irão nunca obterá a arma nuclear. É uma mensagem muito simples, nunca terá a arma nuclear", afirmou.
Dirigindo-se ao povo do Irão, Trump disse para se proteger por agora porque "bombas vão cair em todo o lado" e para depois não deixar passar o que considerou uma oportunidade.
"Quando terminarmos tomem o controlo do Governo. [...] Agora é tempo de controlarem o vosso destino", apelou.
Trump acrescentou que os militares do regime iraniano poderão ter "imunidade" se baixarem as armas e que a outra opção é a "morte certa".
Na mensagem, Trump admitiu que poderá haver vítimas norte-americanas, o que "frequentemente acontece na guerra".
Os Estados Unidos e Israel lançaram hoje um ataque conjunto contra o Irão, que atingiu a capital, Teerão, onde são visíveis grandes colunas de fumo.
Este ataque acontece dois dias depois da última ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano. Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
MNE português a acompanhar desenvolvimento da situação "ao minuto"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse hoje estar a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da situação no Irão, depois dos Estados Unidos terem iniciado ataques aéreos numa operação conjunta com Israel.
"O MNE acompanha ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel, em contacto permanente com a nossa rede diplomática. A nossa prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses", indica o ministério numa publicação na rede social X.

