
Rui Pinto
AFP
Continua a ser ouvido em tribunal no âmbito do processo Football Leaks.
Rui Pinto continuou esta segunda-feira a ser ouvido em tribunal, no âmbito do processo Football Leaks, e falou sobre a divulgação do contrato de Jorge Jesus no Sporting.
"O nosso propósito não era mostrar ilegalidades", frisou, insistindo que "determinados pormenores no contrato eram claramente de interesse público".
"Como era um assunto que, naquela altura, era tão discutido, se queriam discutir verdadeiramente era apenas com acesso ao documento", disse ainda, justificando a divulgação do mesmo com uma questão de "transparência", segundo informa o Jornal de Notícias.
Rui Pinto, de 33 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.
O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 7 de agosto de 2020, "devido à sua colaboração" com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu "sentido crítico", mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.
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