Presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, assume Finanças, Transportes e Cultura
A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), que vai governar o município com o apoio do PSD, assumiu a responsabilidade pelos pelouros das Finanças, Planeamento Estratégico, Transportes, Requalificação Urbana e Cultura, anunciou hoje a autarquia.
Com maioria relativa na autarquia, Inês de Medeiros chegou a um entendimento com os dois eleitos do PSD, Nuno Matias e Miguel Salvado, para assegurar apoio maioritário ao atual executivo camarário, uma vez que o PS, apesar de ter ganho as eleições, tem o mesmo número de vereadores (quatro) que a CDU, força política que governou o concelho nos últimos 40 anos.
Na sequência do acordo estabelecido entre PS e PSD, o vereador social-democrata Nuno Matias ficou, entre outros, com os pelouros dos Espaços Verdes, Ambiente e Energia. Miguel Salvado, também do PSD, ficou com a Rede Viária, Logística e Frota, Manutenção, Logística e Transportes.
Quanto aos outros três vereadores eleitos pelo PS, João Luís Serrenho Frazão Couvaneiro, que será vice-presidente, fica com os pelouros da Economia e Empreendedorismo, Turismo, Sistemas de Informação, Planeamento Urbanístico, Obras, Educação, Juventude e Desporto.
Francisca Luís Baptista Parreira será responsável pela Proteção Civil, Fiscalização Municipal e Administração Urbanística e Maria Teodolinda Monteiro Silveira pelas áreas de Recursos Humanos, Habitação, Higiene Urbana e Ação e Intervenção Social.
Os quatro eleitos da CDU, Joaquim Judas (ex-presidente da Câmara de Almada), José Manuel Gonçalves, Maria Amélia Pardal e António Matos, bem como a vereadora eleita pelo BE, Joana Mortágua, não têm qualquer pelouro atribuído no novo executivo camarário de maioria PS.
Inês de Medeiros, em declarações à agência Lusa no passado sábado, admitiu que houve negociações com a CDU para a atribuição de pelouros, mas que "não foi possível chegar a um acordo".
A presidente da Câmara de Almada garantiu, no entanto, que não havia qualquer tensão entre socialistas e comunistas, nem com a vereadora do BE, que também não irá ter qualquer pelouro atribuído.
