
Ofensiva de Estados Unidos e Israel no Irão começou no passado sábado
AFP
"O nosso povo está a ser brutalmente massacrado", garantiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros
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O Irão afirmou esta quinta-feira ter visado o aeroporto internacional Ben Gurion, em Telavive, e uma base aérea na mesma zona, e acusou Estados Unidos e Israel de atingirem alvos civis, no sexto dia de guerra.
"Vários mísseis pesados Khorramshahr-4, transportando uma ogiva de uma tonelada, foram lançados ao amanhecer de hoje [...] em direção ao coração de Telavive, ao aeroporto Ben Gurion e à base do 27.º esquadrão da força aérea localizada no aeroporto", indicou a Guarda Revolucionária, num comunicado divulgado pela agência Tasnim.
Antes, o Ministério dos Transportes israelita tinha anunciado a aterragem hoje de manhã no mesmo aeroporto de dois aviões que transportavam cerca de 340 israelitas de regresso ao seu país.
O aeroporto, fechado desde o início da ofensiva lançada a 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, permanece, no entanto, fechado ao tráfego comercial.
Por outro lado, numa mensagem publicada na rede social X, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, acusou os Estados Unidos e Israel de visarem "deliberadamente" zonas civis na guerra contra a República Islâmica.
"O nosso povo está a ser brutalmente massacrado enquanto os agressores visam deliberadamente zonas civis e qualquer local que considerem capaz de provocar o máximo de sofrimento e de perdas humanas", afirmou Baqaei.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

