Embaixada do Japão dá conselhos para enfrentar as cheias em Portugal: sapatilhas sim, galochas nem pensar

Alcácer do Sal
LUSA
A embaixada do Japão em Portugal divulgou um conjunto de recomendações práticas de segurança para situações de inundação, baseadas na experiência japonesa na gestão de fenómenos naturais extremos, como tempestades e cheias.
Num contexto de instabilidade meteorológica associada à depressão Leonardo, que tem provocado chuva persistente, vento forte, queda de neve e agitação marítima, várias regiões do País enfrentam situações de cheia, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O cenário surge poucos dias após a passagem da depressão Kristin, responsável por vítimas mortais, feridos, desalojados e danos materiais em diferentes pontos do território continental.
Perante este quadro, a embaixada do Japão em Portugal divulgou um conjunto de recomendações práticas de segurança para situações de inundação, baseadas na experiência japonesa na gestão de fenómenos naturais extremos, como tempestades e cheias.
Entre os conselhos partilhados, destaca-se a escolha do calçado. Ao contrário do que é comum, é recomendado o uso de sapatilhas em vez de galochas, uma vez que as botas podem tornar-se demasiado pesadas quando entram em contacto com a água, comprometendo a mobilidade em situações de emergência.
Outra indicação relevante prende-se com o nível da água. A orientação passa por evacuar antes que esta atinja a altura do joelho, ponto a partir do qual a força da corrente pode dificultar ou mesmo impedir a deslocação em segurança. Caso a água suba rapidamente dentro de casa, o conselho é procurar abrigo em pisos superiores, evitando sair para o exterior.
Se for inevitável atravessar zonas inundadas, é aconselhado o recurso a um objeto como um cabo de vassoura ou um guarda-chuva para testar o terreno à frente, prevenindo quedas em buracos ou tampas de esgoto deslocadas pela corrente.
Também para quem circula de automóvel, o alerta é claro: cerca de 30 centímetros de água em movimento podem ser suficientes para arrastar um veículo, pelo que deve evitar-se conduzir em estradas alagadas.

