A deputada Helga Correia (PSD) questionou hoje o facto de o desassoreamento da Ria de Aveiro ainda não ter avançado, dado que, pelas implicações ambientais, as dragagens devem ser feitas entre março e junho.
Intervindo no plenário da Assembleia da República, a parlamentar social-democrata recordou que o ministro do Ambiente anunciou que a realização da obra "assentaria na apresentação a concurso no segundo trimestre de 2017 e conclusão durante o ano de 2019".
Por outro lado, lembrou, em dezembro de 2016 o Parlamento aprovou, por unanimidade, uma resolução que recomendava ao governo "urgência no desassoreamento e regulação dos caudais da ria de Aveiro".
"O desassoreamento e regulação de caudais da ria de Aveiro é uma preocupação antiga das populações, das autarquias, dos agentes económicos e turísticos da região e foi, também, uma preocupação do anterior governo e do Parlamento" -- salientou Helga Correia perante a ministra do Mar, que esteve em Ílhavo em março no Museu Marítimo de Ílhavo, onde "foi anunciado que a empreitada seria lançada na segunda quinzena de maio".
A deputada aveirense vincou que o relatório de conformidade ambiental do projeto de execução (RECAPE) "diz que as dragagens, por questões ambientais, devem realizar-se entre março e junho", questionando se vai o governo esperar por março de 2019 para iniciar os trabalhos.
Helga Correia manifestou também preocupação relativamente regulação dos caudais da ria, defendendo que "devem ser criadas soluções que permitam complementar as obras de desassoreamento, com caudais mais constantes e melhores condições de navegabilidade, para não degradar terrenos agrícolas".
Lusa / Fim
