"Não vejam nesta medida uma discriminação ou ataque às jogadoras"

"Não vejam nesta medida uma discriminação ou ataque às jogadoras"
Redação

O campeonato feminino de futebol terá mais oito equipas na próxima época, de 2020/21, passando de 12 para 20 clubes, informou em 6 de maio a FPF.

Perante as queixas das jogadoras de futebol feminino em Portugal, que criaram o movimento 'Futebol Sem Género' contra o limite salarial de 550 mil euros que a FPF estabeleceu aos plant´eis do principal escalão, o Sindicato de Jogadores tem tentado esclarecer as atletas, afastando um cenário de discriminação. O esforço tem, desta feita, Carla Couto como protagonista. A antiga internacional portuguesa, através de um vídeo publicado nas redes sociais, procura transmitir às jogadoras uma mensagem de tranquilidade a propósito do limite orçamental no futebol feminino. Um limite que as jogadoras acusam de ser "discriminatório".

Recorde-se que as futebolistas defendem que o limite vai diminuir os níveis de competição no país, uma vez que as jogadoras estrangeiras não terão interesse em vir para Portugal, e dizem sentir-se "injustiçadas" nos "salários, logística, condições de treino, viagens e tratamento médico".

As jogadoras acusam ainda a FPF de falhar "positiva e clamorosamente na promoção da igualdade de género", num documento assinado por 132 atletas de diferentes escalões competitivos em Portugal e no estrangeiro.

Cláudia Neto (Wolfsburgo), Dolores Silva (Sporting de Braga), Ana Borges e Nevena Damjanovic (Sporting), Sílvia Rebelo, Thembi Kgatlana e Darlene (Benfica) são algumas das 132 signatárias do documento.