Internacional uruguaia jogou na Libertadores e promete revelar-se em Portugal

Internacional uruguaia jogou na Libertadores e promete revelar-se em Portugal
João Fernando Vieira

Alexia da Silva Viajou do Uruguai até Portugal para cumprir o grande sonho de jogar futebol na Europa. Afirmar-se na Liga BPI é o objetivo.

Alexia da Silva tem 21 anos, é internacional uruguaia e chegou ao Atlético em dezembro, proveniente do Racing Power, clube que milita na segunda divisão portuguesa.

No país natal, a lateral fez toda a carreira no Peñarol, pelo qual teve a oportunidade de disputar uma Taça dos Libertadores e conquistar vários troféus. Sempre desejou jogar no Velho Continente e, agora, que chegou à Liga BPI, diz que se "belisca" para acreditar que não está a sonhar.

É a primeira experiência da Alexia longe do país de origem. Porquê vir para Portugal?
-O meu sonho sempre foi jogar no estrangeiro. Tive a oportunidade de ir jogar para a Argentina, porém, devido a algumas complicações burocráticas, não pude ir. Em agosto do ano passado tive a oportunidade de vir para Portugal, graças à minha melhor amiga, e sempre desejei jogar na Liga BPI.

No Uruguai representou o gigante Peñarol e disputou a Taça dos Libertadores da América. Qual é a sensação de vestir uma camisola histórica do seu país e competir numa grande prova?
-Desde pequena, era meu sonho jogar no Peñarol. Foram anos fantásticos e que recordarei para sempre com um sorriso no rosto. No meu primeiro jogo na Libertadores, senti-me nervosa e ansiosa, mas muito feliz. Tinha apenas 17 anos e foi uma mistura de sensações e emoções.

Qual foi o melhor momento desses tempos?
-Tenho dois grandes momentos, ambos com o Peñarol. Vencemos o nosso eterno rival no seu estádio e fomos campeões da Apertura (primeira parte do campeonato). O segundo foi quando conquistámos o tricampeonato uruguaio.

Entretanto, é chamada à seleção do Uruguai.
-Sim. Foi um enorme orgulho e um compromisso muito grande e muito lindo. Sem dúvida, foi um grande momento na minha carreira ainda tão jovem.

Chegou a Portugal pelas portas do Racing Power, da segunda divisão. Agora, cumpriu o grande sonho de jogar na Liga BPI. Como surgiu o convite do Atlético?
-É verdade. Cheguei ao Racing Power com o intuito de ajudar e fazer o que estava ao meu alcance. Começámos bem, com o pé direito. Em dezembro recebi o convite do Atlético e abracei este novo projeto. Era algo que queria muito. Espero contribuir e ajudar o clube a alcançar os objetivos.

Quais são os objetivos que espera alcançar no clube?
-Espero que possamos fazer um bom trabalho e atingir o principal objetivo, que é continuar na Liga BPI. Temos um bom grupo. O ambiente é fantástico e somos muito unidas. Estou a adorar! Quero continuar a crescer e a aprender, tanto a nível futebolístico como pessoal e profissional. Estou no clube certo e pronta para deixar a minha marca.

E tem ídolos? Jogadores ou jogadoras que admira.
-Claro que sim. Lucy Bronze, de Inglaterra, e Mapi León, de Espanha, são as minhas jogadoras favoritas. Aprecio muito o estilo de jogo de ambas.

Quando é que soube que queria ser jogadora?
-Desde que me lembro, tenho uma enorme paixão pelo futebol. Costumava jogar com o meu irmão mais velho e assistia a muitos jogos na televisão. Comecei a jogar aos 12 anos, numa equipa de bairro. Iniciei-me tarde porque minha mãe não gostava que eu jogasse, porém, tanto insisti que acabou por ceder.