Ex-jogadora "violada por dirigente": "Durante 35 anos escondi um segredo"

Ex-jogadora "violada por dirigente": "Durante 35 anos escondi um segredo"
Redação

Vera Pauw, atual selecionadora da Irlanda, apresentou agora uma queixa à polícia. Diz ter sido violada por um dirigente da federação neerlandesa e sexualmente agredida por dois funcionários.

Vera Pauw, que é agora selecionadora da Irlanda, contou nas redes sociais que foi violada por um dirigente da federação neerlandesa de futebol e sexualmente agredida por dois funcionários quando era uma jovem futebolista no seu país.

"Durante 35 anos escondi um segredo do mundo, da minha família, das minhas companheiras de equipa, das minhas jogadoras, das minhas colegas e, agora admito, de mim mesma", começou por dizer a treinadora, de 59 anos.

"Mesmo os que me são mais próximos não sabem da violação que fui vítima às mãos de um proeminente dirigente de futebol quando eu era uma jovem jogadora. Mais tarde, dois homens, então funcionários da federação, também abusaram sexualmente de mim. Apenas as pessoas que confio sabem deste abuso sexual sistemático, abuso de poder, bullying, intimidação e isolamento a que fui exposta enquanto jogadora e como treinadora da federação holandesa", acrescentou.

A selecionadora revelou ainda que denunciou o caso à federação holandesa, mas que o facto de não ter obtido qualquer resposta ou posição daquele organismo a levou agora a apresentar uma queixa na polícia. "Depois de não ter obtido uma resposta satisfatória ao meu pedido de investigação por parte da federação holandesa, após a quinta queixa que lhes entreguei, recentemente reportei o caso à polícia holandesa. Parece o princípio do fim para mim, mas sei que vêm aí mais dores de cabeça", escreveu ainda.

"Acreditem, a minha história é verdadeira. Sei que ao tornar isto público vou atrair atenções sobre a minha vida de uma forma que nunca vi antes, mas espero que jovens futebolistas e treinadoras que tenham passado por algo parecido com a violação e o abuso que sofri agora se sintam com coragem para dar um passo em frente e partilhar as suas histórias", concluiu.