
Andreia Cordeiro, avançado do Amora, dá conta de uma temporada difícil, mas acredita na permanência na Liga BPI.
Apesar de ocupar o último lugar da Liga BPI, é notório que o Amora tem subido de rendimento e soma duas vitórias nos últimos quatro jogos. Andreia Cordeiro, avançado de 22 anos, dá conta de uma temporada difícil para o grupo amorense, contudo, acredita na permanência no escalão máximo do futebol feminino português.
O Amora tem protagonizado uma temporada aquém das expectativas e ocupa o último lugar da tabela, com apenas seis pontos. O que se pode esperar da equipa nesta reta final?
-Tem sido uma época muito complicada. Não conseguimos obter resultados positivos, mas o principal foco é a permanência. Enquanto for possível, o clube e toda a equipa acreditam. Temos ainda muito trabalho a fazer. Faltam cinco finais em que só a vitória interessa.
No plano individual, a Andreia soma cinco golos e quatro assistências em 21 jogos. Sente que, apesar do momento coletivo não ser o melhor, atravessa uma boa fase?
-Sou bastante exigente comigo e todos os dias procuro melhorar, como jogadora e como pessoa. Quero ser sempre melhor.
Tem algum ritual ou superstição antes dos jogos?
-Na verdade, tenho imensas superstições. As meias de enchimento, o elástico do cabelo, a t-shirt que uso por baixo da camisola de jogo. No dia antes do jogo gosto sempre de beber chá na minha caneca da sorte.
É a sua primeira temporada no Amora. O que a levou a aceitar o convite do clube?
-Queria continuar na Liga BPI. O ano passado surgiu a oportunidade de jogar nesta primeira liga e estive no Gil Vicente, que infelizmente desceu de divisão. Quando recebi a proposta do Amora achei-a interessante e decidi aceitá-la. É um clube histórico e estou perto de casa.
Qual é a sua análise ao crescimento da Liga BPI ao longo dos anos?
-É uma liga competitiva, mas ainda tem de dar alguns passos para que deixem de existir algumas discrepâncias ao nível das equipas, pois não é uma liga equilibrada. Mas está numa boa evolução.
Falando um pouco da sua carreira, como surgiu esta paixão pela bola? O JOGO sabe que a Andreia começou no futebol, porém, também jogou futsal no Benfica.
-O futebol surgiu na minha vida desde que me lembro. Passei a minha infância em ringues a jogar à bola, até que a minha avó, apesar de já ter uma certa idade, viu que eu gostava tanto de jogar que acabou por me inscrever no clube da terra onde moro, o Alhandra Sporting Clube. Na altura, as equipas eram mistas e jogava com os rapazes. Porém, passado algum tempo, surgiu o convite para ir jogar futsal para o Benfica e na altura achei que seria uma experiência nova e boa, até porque tinha 13 anos e não existiam muitas equipas de futebol feminino. Mas a minha paixão é e sempre será o futebol.
Durante o seu percurso, recebeu algum conselho que nunca irá esquecer?
-"Luta pela vida" ficou na minha mente. Não sei se foi o melhor conselho, mas sei que foi aquele que nunca irei esquecer.
A nível de mentalidades e facilidades no futebol feminino, o que acha que tem mudado?
-O futebol feminino evoluiu muito. As mentalidades estão mais abertas e o futebol já não é tão visto como um desporto só para homens. Cada vez há mais qualidade no feminino e os clubes criam mais condições para que nós, atletas, consigamos atingir os nossos objetivos.
Quais são os maiores sonhos da Andreia enquanto jogadora de futebol?
-Trabalhar para ser cada vez melhor. Mas acho que o sonho de todas as atletas é chegar à Seleção Nacional. É esse o meu pensamento diário.
Qual o principal conselho que daria a uma criança que está a iniciar-se neste desporto?
-Nunca desistas dos teus sonhos e trabalha sempre no máximo, porque com muito trabalho e humildade tudo se alcança. Nunca deixes de acreditar em ti. Muita vezes, a crença é mais forte do que o talento.
16101390
