Catarina Cancela e os desafios da arbitragem no feminino: "Não insultam a decisão, mas sim a mulher"

Catarina Cancela
André Rolo
Árbitra entra em campo aos fins de semana para decidir, mas também para ouvir comentários, alguns deles machistas. Jovem juíza do Núcleo Vale do Sousa começou o percurso com 14 anos, por influência do pai, e contou a O JOGO os desafios de ter de ouvir os insultos, muitos por ser mulher e com a família presente nas bancadas.
O apito não precisa de começar a soar para principiarem os comentários. "Olha, hoje temos meninas a arbitrar!". Da bancada, surgem risos, assobios e observações sobre o género de quem vai dirigir o encontro. Catarina, uma das escolhidas para ajuizar o jogo, já sabe o que se segue quando entra no recinto e brinca com as auxiliares antes de entrar em campo: "Vai começar em três, dois, um...". E quase sempre, quando chega ao um, vem o primeiro comentário.

