Trump rejeita usar máscara: "Escolhi não o fazer, mas vocês podem fazê-lo"

Trump rejeita usar máscara: "Escolhi não o fazer, mas vocês podem fazê-lo"
Redação com Lusa

Estados Unidos são o país com maior número de casos confirmados de infeção com o novo coronavírus.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que não vai usar qualquer proteção facial para se proteger da infeção por coronavírus, contrariando as recomendações feitas à população americana pelo Centro para Controlo e Prevenção de Doenças.

Foi o próprio Trump quem anunciou, na sexta-feira, as novas diretrizes federais recomendando que os americanos usem coberturas faciais em público, para ajudar a combater a propagação do novo coronavírus.

O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças recomendou a toda a população americana que cubra os rostos em público, com máscaras artesanais, lenços ou trapos, por forma também a reservar as máscaras médicas aos profissionais de saúde, pois a escassez deste material assim o exige.

Durante o habitual briefing na Casa Branca, Trump revelou as novas diretrizes, mas avisou que ele próprio não as vai seguir. "Escolhi não o fazer, mas vocês podem fazê-lo", afirmou o presidente americano.

A nova orientação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças incentiva as pessoas, especialmente em áreas afetadas pela disseminação do coronavírus, a usar coberturas rudimentares como camisas, bandanas e máscaras não médicas para cobrir o rosto quando estão ao ar livre.

O diretor do Instituto de Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, membro do grupo de trabalho da Casa Branca sobre o coronavírus e que todos os dias fala à distância com o presidente Trump, reconheceu que "o vírus pode realmente ser transmitido quando as pessoas estão apenas a conversar, e não unicamente quando espirram ou tossem".

Esta transmissão aérea permitiria uma explicação há muito procurada para alta contagiosidade do vírus responsável pela pandemia do covid-19, quando surgem indícios de que pessoas infetadas, mas sem sintomas, são responsáveis por cerca de 1/4 de todos os cidadãos infetados, sendo por isso responsáveis involuntariamente por grande parte dos contágios.

Os Estados Unidos continuam a ser o país com o maior número de casos confirmados, com 261 438 infeções registadas oficialmente, incluindo 6699 mortes e 9428 curas.