Jorge Jesus ficou orgulhoso do triunfo sobre o Marítimo, considerando que "foi uma vitória com muita classe, alma e coração". "Os jogadores foram buscar forças onde pensavam não ter. Foi à campeão e arrancada a ferros", afirmou, classificando o triunfo como "fundamental". "Não por ter sido o 17º consecutivo, mas por ter sido num momento-chave do campeonato. Acreditamos que temos todas as condições para recuperar e continuamos na luta", explicou, desvalorizando o facto de o FC Porto jogar antes ou depois do Benfica. "Temos sempre de ganhar, ou para recuperar, caso perca pontos, ou para manter, caso vença." E ainda sobre o rival, contrariou Villas-Boas: "O Benfica não está a ser sobrevalorizado. Não é normal vencer 17 jogos seguidos. Estamos numa fase diabólica, mas o nosso rival também está numa boa fase."
Preparado para um Marítimo "bem trabalhado tacticamente", disse que o desgaste físico "tornou o jogo mais complicado". "Mas fomos a melhor equipa", afirmou, reforçando: "Jogámos quase sempre na zona defensiva do Marítimo, que tentou o contragolpe por Djalma. Sofremos quando menos esperávamos, mas acreditámos e nos últimos minutos massacrámos. As substituições foram sempre no risco."
Pedro Martins queixou-se da arbitragem, mas Jesus contrapôs: "Gosto dele e está a fazer um óptimo trabalho, mas não concordo. Na primeira parte houve um penálti não assinalado a nosso favor e no final marcámos dois golos, mas só um valeu. Cardozo não se pode desviar, e o guarda-redes bate nele num lance sem falta."
Sobre a saída de Gaitán, explicou: "Quando tirei Aimar, que já tinha um amarelo, injustamente, pensei em tirar o Nico, mas como é um jogador de corredor e muito forte no um-contra-um, deixei-o. Ainda não sei qual a sua lesão, mas teve dores musculares."
