Aconteça o que acontecer no Dragão, o Vitória irá continuar no sexto lugar, sendo que o pior que lhe pode acontecer é ficar em igualdade pontual com o Olhanense (caso os algarvios vençam o Sporting). Este é mais um dado que pode ajudar a equipa vitoriana a desinibir-se em casa do FC Porto. "Não jogo em nenhum lado para perder nem para empatar. Claro que se aos 90 minutos não se puder ganhar, pelo menos não se perde. Mas até lá acreditamos sempre que há uma possibilidade de vencer. É assim que abordamos os jogos. Não faço contas de pontinho aqui e ali, nem faço contas de somar três pontos num jogo e depois não somar em determinada partida", explicou Rui Vitória.
Com duas vitórias consecutivas nos últimos jogos, o treinador garante um Vitória com a mesma postura táctica - "não mudo sistemas com facilidade", frisou -, mesmo que seja preciso recuar no relvado. "O FC Porto tem uma equipa forte e vai querer comandar o jogo. Se vencer, as pessoas dirão que será normal, mas estamos cá para contrariar essa lógica. Queremos ter pressão, exigindo a nós mesmos uma atitude de campeões e uma postura de querer vencer. Estes jogos servem para os jogadores se transcenderem, para terem a noção de superação que é fundamental em desporto", advertiu. O facto de o FC Porto jogar sem Hulk não sugere ao treinador uma redução das dificuldades. "O FC Porto fica diferente sem ele, mas a diferença é que em vez de ter quatro ou cinco jogadores capazes de resolver o jogo, passará a ter três ou quatro. Tem menos um para desequilibrar", afirmou.
Quanto ao mercado de transferências, Rui Vitória admite que até ao dia 31 "é possível que haja mais alguma entrada e saída".
