O La Equidad e Santiago Arias já estão a dialogar no sentido de resolver o litígio em torno da saída do jogador, que rescindiu o contrato com o emblema colombiano de forma unilateral alegando ilegalidade do mesmo. A vontade dos dirigentes do clube foi revelada ontem a O JOGO pelo director-desportivo, Julio Vásquez, pois "ninguém quer que Santiago Arias saia a mal do clube".
O emblema de Bogotá tem feito tudo o que está ao seu alcance para vincar o contrato firmado até 2012 com o lateral-direito, tendo, inclusive, segundo Julio Vásquez, "informado o Sporting do acordo laboral existente", intrometendo-se no processo que levou o clube de Alvalade a reservar um contrato válido por cinco anos para o jovem de 19 anos. O objectivo é simples: obter um encaixe, por mínimo que seja, com a transferência de um atleta "que se tem destacado" entre os comandados de Alexis García.
Na génese do diferendo está o alegado incumprimento por parte do La Equidad das normas de direito do trabalho no contrato de Santiago Arias, que recebe o respectivo ordenado de forma separada para que os descontos destinados à saúde possam ser menores por parte do clube, o que levou o atleta a pedir a rescisão unilateral do vínculo.
O La Equidad rebate e mostra-se disponível para negociar com o Sporting. "O jogador tem contrato, não há qualquer ilegalidade. Estamos disponíveis para resolver a questão e abertos a negociar. É claro que ainda não temos um valor definido para negociar, pois não tínhamos pensado nesse cenário", assegurou o homem que gere o futebol do clube.
"Diferendo vai parar à FIFA"
O director-desportivo do La Equidad, Julio Vásquez, é claro quanto às consequências que o conflito entre clube e Santiago Arias pode ter e, caso o diferendo não seja resolvido a bem, garante, "a FIFA será informada e receberá uma queixa". Apesar das diferentes posições sobre os factos, Julio Vásquez diz que a relação com o jogador "não ficou afectada". "Está tudo normal, Arias está a ser mal aconselhado", frisou.
