Antigo internacional norueguês brilha como ator: "Quero ser vilão num James Bond"

John Carew
John Carew representou clubes como Valência, Aston Villa, Lyon e Roma. Já é estrela em série da Netflix
Após uma carreira bem sucedida no futebol, onde representou a seleção da Noruega e clubes como Valência, Aston Villa, Lyon e Roma, John Carew está dedicado à sétima arte e tem um sonho: interpretar o vilão de um filme da saga de James Bond.
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Teve aulas de representação em casa, em 2009, quando ainda jogava na Premier League. A carreira de ator começou após terminar a carreira, em 2013, e sofreu uma pausa quando, em 2022, foi condenado a 14 meses de prisão por fraude fiscal.
Começou por atuar nos filmes Dead of Winter e Hovdinger, depois entrou na série Heimebane, contracenou com Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer no filme Maleficent, e por aí diante. Agora, é estrela na série da Netflix "Home for Christmas".
"Quero ser o vilão num filme de James Bond, precisamente o braço direito do inimigo, tipo um assassino silencioso que perde um confronto com Bond a meio do filme. Estava habituado a estar sob pressão como jogador, então há semelhanças. Trabalhar com outros atores é um trabalho em equipa. Todos estão a tentar criar algo juntos, da mesma forma que uma equipa tenta ganhar um jogo. Cada um tem que fazer bem o seu trabalho, e todos dependem uns dos outros. Há sempre pressão e eu estava habituado a isso - mesmo com a câmara na minha cara. Nunca me importei com isso quando jogava. Conseguia fazer o meu trabalho mesmo com essa pressão. É preciso lidar com uma situação em que se tem de atuar", comentou, em entrevista ao The Athletic.
O antigo avançado também falou da prisão: "Nunca me perguntaram sobre isso antes. Acho que não vou falar muito sobre isso. Foi um capítulo rápido que já quase esqueci, e é melhor deixar isso no passado. É algo que já deixei para trás."
"É claro que adoro Anthony Hopkins, Denzel Washington e Al Pacino; os clássicos. Mas se penso em como quero abordar uma personagem, então olho para Tom Hardy. Ele é o meu modelo. Inspira-me a forma como ele decompõe uma personagem e depois a constrói. É a forma como ele deixa o diálogo marinar, e é o mais próximo da forma como eu quero fazê-lo. Se o vires em Peaky Blinders, há algumas cenas em que ele é tão bom que mal se consegue acreditar. Para usar novamente a analogia do futebol, ele está ao nível do Real Madrid", prosseguiu.

