Exclusivo "Isto vai ser o fim do regime de Vladimir Putin. Vai morrer gente para nada"

"Isto vai ser o fim do regime de Vladimir Putin. Vai morrer gente para nada"
Catarina Domingos/Rui Guimarães

Longe ou perto, a iminência de um choque efetivo entre os dois países tem mexido com os ucranianos que vivem em Portugal, como é o caso dos técnicos Andrii Melnychuk (basquetebol) e Yuriy Kostetskyy (andebol); e com os portugueses que já passaram pelo país de Leste, numa fase em que a rivalidade não estava tão acesa.

Portugal tem perto de meia centena de atletas ucranianos em vários escalões das principais modalidades coletivas (futebol, futsal, basquetebol, andebol e voleibol) que, por estes dias, não ficam indiferentes ao conflito iminente entre o seu país de origem e a Rússia. A tensão entre os dois países está a atingir o ponto mais alto desde 2014, ano da anexação da Crimeia por parte dos russos, acusados de agora terem, pelo menos, 150 000 soldados nas fronteiras com o país-vizinho, na iminência de o invadir.

Os Estados Unidos deram o alerta, a União Europeia já anunciou o envio da ajuda humanitária para a Ucrânia e países como França, Alemanha, Reino Unido e Áustria recomendaram fortemente a saída do país de Leste, onde membros do exército local e separatistas se culpam mutuamente por bombardeamentos. O luso Edgar Cardoso, coordenador da Academia do Shakhtar, clube forçado a fugir de Donetsk há quase oito anos, diz que em Kiev há "um ambiente calmo, sem reforço de segurança e mantendo-se a atividade desportiva - treinos e jogos - sem alterações". Apesar de estar "a uma distância considerável do epicentro" do conflito, o técnico conta que "o contacto com a embaixada tem sido regular e a família está em Portugal por recomendação do governo".