Jesus suspira por Bas Dost; queixas de Soares empalideceram Conceição
Aproxima-se mais um clássico e o principal motivo de discussão, antes de se falar dos pontos, qualquer que seja o resultado de hoje do Sporting frente ao Moreirense, prende-se com as armas a usar por cada um dos técnicos. Jorge Jesus suspira de tal forma por Bas Dost que não se cansa de se autoflagelar por não o ter poupado frente ao Astana, sendo certo que a admissão de um erro por parte do técnico constitui por si só uma bela novidade. Mas os plantéis têm jogadores únicos e o holandês é importante ao ponto de haver um Sporting com ele e outro, menos assustador, quando fica de fora.
A expressão de Sérgio Conceição junto à linha lateral quando Soares se queixou da coxa esquerda, na segunda parte do Portimonense-FC Porto, foi esclarecedora sobre a apreensão causada pela hipótese de nova ausência prolongada do brasileiro. Mesmo estando prevista a disponibilidade de Aboubakar para alinhar no clássico, a hipótese de perder Soares nesta altura é tão arrepiante como para Jesus não contar com Bas Dost.
É nesta altura da época, quando as pernas pesam mais e a pressão aperta, que se percebe a real valia dos plantéis pelas alternativas que oferecem. O FC Porto ficou sem Soares e Marega explodiu ao lado de Aboubakar; o camaronês teve de sair de cena e Soares resgatou o lugar. Danilo é um dos jogadores mais influentes da I Liga e impossível de substituir por não haver outro igual. Sérgio Conceição mudou o figurino e encontrou solução no grupo sem prejuízos. Ou seja, o plantel portista tem dado todas as respostas. Ao contrário, o Sporting, teoricamente com mais opções, passou mal quando de uma assentada estiveram ausentes Bas Dost e Gelson. O clássico vai ser um desafio ainda maior, confirmando-se que terá de viver à custa de planos B.