O presidente do Braga considera que o órgão federativo "serviu-se" do clube arsenalista e garante que o jogo com o Paços de Ferreira, no domingo, terá adeptos nas bancadas.
António Salvador teceu duras críticas ao Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), depois da sanção de um jogo à porta fechada aplicado pelo órgão federativo ao Braga, devido ao comportamento dos adeptos na partida com o Aves. Esta quarta-feira, o presidente do clube arsenalista marcou presença no evento de apresentação da campanha de reflorestação e reconstrução do Projeto Homem, garantindo que, no domingo, o Estádio Municipal de Braga estará "de portas abertas".
"Temos a certeza que os nossos adeptos não contribuíram para isso. Nada existiu para que o nosso clube fosse castigado. O CD serviu-se do Braga para castigar ou servir de exemplo para outros. Onde estava o CD quando, repetidamente, se ofendia a memória de um dos maiores jogadores do futebol português? Quando se ofende a memória de uma pessoa que morreu num estádio? No domingo [frente ao Paços de Ferreira] não vai ser um jogo de porta fechada, vai ser de porta aberta. Que venham para dentro do estádio, para que tenhamos uma grande festa. Estamos aqui para defender a honra dos adeptos e do clube. O Braga fará o máximo para defender a sua honra e de maneira a que o jogo não seja à porta fechada", prometeu Salvador, já depois de o clube ter garantido a apresentação de recurso da decisão do CD no Tribunal Arbitral do Desporto, com efeitos suspensivos do castigo. O dirigente máximo dos minhotos voltou a insistir na ideia de "um campeonato disputado a três":
"Todos nós já percebemos que só contam três clubes neste campeonato. Não vão contar só com três, mas também connosco e com os outros", acrescentou.