FC Porto

Jorge Costa: "Sérgio Conceição é a escolha certa"

Texto de opinião de Jorge Costa, antigo capitão do FC Porto

Competência, trabalho e dedicação são três palavras que encontro para classificar Sérgio Conceição como treinador e que julgo seriam suficientes para justificar como boa a escolha do FC Porto. Já podia ter sido num passado recente, como parece que houve hipóteses de acontecer, mas este é o timming certo, principalmente para o Sérgio, que surge mais forte depois do trabalho que fez no Nantes e que foi apreciado por toda a crítica, e principalmente em França, onde as exigências são enormes. Se havia dúvidas sobre as capacidades dele, julgo que o trabalho que fez ali retirou qualquer direito à desconfiança.

Classifico a contratação do Sérgio Conceição como uma boa aposta do FC Porto. Falo de um amigo, mas não é como tal que faço esta análise. É como pessoa conhecedora do futebol e do clube e, claro, do próprio Sérgio, que é um apaixonado pelo trabalho, um disciplinador mas com liberdade, e um apaixonado pelo clube, o que, sem ser fundamental, também ajuda. Fala-se muito das suas atitudes no banco, e é verdade que o Sérgio ainda age como jogador, muitas vezes, mas ele é inteligente e saberá dosear o seu comportamento, sem deixar de ser vigoroso, impetuoso até, mas consciente do que não pode fazer. Sérgio Conceição conhece o clube e os seus sentimentos, olha para o FC Porto como um amor de sempre, um amor que anda triste por estes tempos, devido ao jejum de vitórias. E a necessidade de vencer há de ajudá-lo a ser ainda mais determinado e a fazer as coisas bem.

Claro que não podem estar à espera de que ele faça tudo sozinho, que leve uma varinha mágica para resolver todos os problemas. O futuro do FC Porto não depende só dele, tem de haver um plantel a ajudar e, mesmo numa altura difícil o como a que vive o FC Porto, é possível construir um plantel que seja capaz de ter a mesma ambição que o novo treinador.

Ao escolher o Sérgio, o FC Porto entrou num bom caminho, assim o clube tenha a capacidade de não o deixar sozinho nas muitas lutas que irá travar. Enquanto jogador, foi um extremo-direito e as suas equipas, dizem, privilegiam os aspetos defensivos, mas já provou que não é bem assim. As suas equipas jogam bem e marcam golos. As suas palavras no dia de apresentação são reveladoras do seu espírito de vitória, que é aquilo de que o FC Porto necessita.

Redação