Eliminado nos oitavos de final da Champions, o Benfica volta-se agora para a I Liga e espera que se mantenha o hábito de dar a volta sem azia aos jogos pós-insucesso europeu
Com a goleada em Dortmund e consequente afastamento da Liga dos Campeões, o Benfica volta agora às competições internas e, como afirmou Rui Vitória, espera que o desaire europeu não deixe marcas. E é essa a reação que se pretende para a receção de segunda-feira ao Belenenses, contando com um histórico favorável no pós-Champions, no qual a equipa apenas registou uma má digestão a seguir a um falhanço na Europa.
Concentrados agora na defesa da vantagem de apenas um ponto sobre o FC Porto no campeonato, os encarnados apostam tudo na revalidação do título de campeão, consubstanciado num tetra inédito. E para manter intacto o objetivo, apontam ao triunfo sobre o Belenenses, sendo este resultado positivo a regra desde a época passada.
Em nove jogos na Liga dos Campeões em que o Benfica deixou escapar a vitória, apenas no primeiro de Rui Vitória as marcas se fizeram sentir no encontro seguinte. Após derrota com o Galatasaray, na Turquia, as águias caíram, na Luz, ante o Sporting, com os leões a triunfarem por 3-0.
Desde então e até Dortmund, seguiram-se oito escorregadelas europeias, sempre com jogos de campeonato no rescaldo e com triunfos amealhados pelos encarnados, que lhes permitiram embalar rumo ao tricampeonato. Em 2015/16 registaram-se mais dois empates (Astana e Bayern) e duas derrotas (Atlético Madrid e Bayern), seguindo-se vitórias sobre Braga, Académica e V. Setúbal (dois jogos). Esta época, novamente dois empates (ambos com o Besiktas) e dois desaires (ambos com o Nápoles) tiveram como resposta triunfos sobre Braga, Feirense, Moreirense e Sporting.