A Justiça dos EUA confiscou cerca de 8,6 milhões de euros das contas bancários do empresário José "Lázaro" Margulies, preso desde novembro de 2015 por envolvimento com corrupção na FIFA, na Conmebol, na Concacaf e na CBF
José "Lázaro" Margulies está preso desde novembro de 2015 e agora viu a justiça brasileira confiscar-lhe património no valor de cerca de 8,6 milhões de euros.
Partiu do empresário brasileiro a iniciativa de se entregar às autoridades, reconhecendo ser responsável pelo esquema de corrupção e tem estado a colaborar com as investigações. Na altura, Lázaro concordou em devolver esse montante agora confiscado às autoridades norte-americanas.
Este antigo funcionário da conhecida empresa Traffic, que controla, por exemplo, o Estoril, e que está no centro do escândalo, Lázaro assumiu apenas que colaborava com o esquema.
Segundo as investigações americanas, as empresas de marketing desportivo pagaram dezenas de milhões de euros em subornos a gente graúda da FIFA, da Conmebol e da CBF para obter vantagens nos contratos relacionados com essas instituições.
O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, também é acusado de receber "propina", apesar de negar. O seu antecessor, José Maria Marin, continua em prisão domiciliária nos EUA enquanto aguarda por julgamento. Ele também nega as acusações. Ricardo Teixeira, antecessor de Marin, também foi acusado. E, tal como os outros, clama por inocência.