Alemanha, Inglaterra e Espanha têm neste momento direito a três vagas na fase de grupos, mas a UEFA quer aumentar esse número para quatro. A ideia é garantir a presença aos tubarões.
A UEFA tem estado em reuniões no sentido de desenhar um novo formato para a Liga dos Campeões, previsto para ter início na época de 2018/19, ou seja, daqui a duas temporadas. O JOGO confirmou junto de uma fonte próxima da UEFA um cenário que foi ontem avançado em primeira mão pelo jornal italiano "La Gazzetta Dello Sport".
A entidade que governa o futebol europeu pretende continuar a ter uma fase de grupos com 32 equipas, tal como agora, mas reduzir o número de lugares em aberto. Atualmente, Espanha, Alemanha e Inglaterra têm garantida a presença de três equipas na fase de grupos, mas a UEFA quer aumentar esse número para quatro, quantidade que também estaria reservada à Itália. A partir das atuais posições do ranking europeu, Portugal, França e Rússia teriam direito a dois lugares fixos, enquanto as seleções seguintes do ranking (ver quadro) contariam com um lugar cada.
No total, estariam assim definidos 26 lugares fixos, ficando as outras seis vagas por preencher mediante a disputa de um play-off, a realizar entre 40 ou 50 clubes, tal como agora se realizam as atuais pré-eliminatórias e play-off.
As reuniões estão longe de estar concluídas, pelo que ainda há vários cenários em aberto, nomeadamente quanto aos números acima citados ou mesmo aos critérios para definir os lugares fixos. Possibilidade que está em cima da mesa é a de garantir a presença dos maiores clubes europeus, seja através de mérito desportivo, contexto histórico ou classificação no ranking de clubes da UEFA.
Para já, tudo está ainda dependente da eleição do próximo presidente da organização, em ato a realizar no próximo dia 14 de setembro. Para o lugar de Michel Platini concorrem Ángel Villar (Espanha), Michael van Praag (Holanda) e Aleksander Seferin (Eslovénia), já perfeitamente conscientes de que este é um dossiê a tratar com a máxima urgência. A UEFA pretende concluir as reuniões sobre este assunto até ao fim do ano, uma vez que a partir daí quer começar a negociar com potenciais interessados os direitos de transmissão televisiva e os contratos de patrocínio.
O novo formato deverá ser válido para o triénio composto pelas épocas de 2018/19, 2019/20 e 2020/21, estando em cima da mesa a hipótese de, depois disso, ser realizada uma superliga europeia, a disputar ao estilo de um campeonato nacional, todos contra todos.