Três bancos reclamam cerca de 2,6 milhões de euros ao antigo goleador que brilhou com as camisolas de Real Madrid e Inter
Foi um dos mais temíveis predadores de área da década de 1990, chegando a sagrar-se campeão espanhol e a vencer o troféu Pichichi no mesmo ano. Agora, é falado por outros motivos.
Há precisamente vinte anos, Iván Zamorano arrancava para uma temporada memorável, a sua terceira no Real Madrid: foi campeão espanhol, melhor marcador da liga (28 golos em 38 jogos) e eleito melhor estrangeiro em Espanha, entre outras distinções individuais. O goleador chileno seguiu, dois anos depois, para o Inter de Milão, vencendo a Taça UEFA de 1998. Depois disso, ainda foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos, em 2000, e campeão mexicano, em 2002.
Não obstante o currículo e passado brilhante como jogador, Iván, agora com 47 anos, continuou a ser terrível, mas de forma bem distinta: dívidas no valor de 2,6 milhões de euros a três entidades bancárias obrigaram-no a vender parte do património, nomeadamente alguns imóveis.
O Banco Crédito de Inversiones é credor de dois milhões, o Itaú de 500 mil e o Santander de cerca de cem mil euros. Conhecido como "Bam Bam" (inspirado numa personagem dos Flintstones), Zamorano teve de ceder a camisola 9 do Inter com a chegada de Ronaldo Fenómeno. Para contornar a situação, escolheu o número 18 e acrescentou um pequeno sinal "+" entre os dois algarismos, de modo a continuar a sentir-se o nove!