O melhor reforço de inverno do Benfica, mesmo que reduza escapatórias de Jesus no caso de algo falhar
O antecipado regresso de Salvio à lista de disponibilidades é, em teoria, uma das melhores notícias que o treinador do Benfica poderia receber numa fase da temporada em que, com o mercado aberto e a SAD necessitada das (generosas) receitas extraordinárias adiadas no defeso, quase todos os dias chovem rumores de saída deste ou daquele jogador, estando Garay e Rodrigo na primeira linha dos apetites de emblemas endinheirados (e com urgentes problemas de afinação por solucionar).
Se o extremo argentino replicar nos relvados a garra e a inesgotável capacidade de trabalho demonstradas entre paredes nos últimos cinco meses - características que lhe permitiram encurtar o prazo de reabilitação estimado em meio ano -, então Jorge Jesus reaverá aquele que foi o principal motor da equipa na época passada, papel que estava a repetir no acidentado início da estação 2013/14. O impacto deste reforço de inverno - mesmo que reduza potencialmente as escapatórias do técnico se alguma coisa der para o torto nas quatro frentes competitivas que encara... - vai para lá da injeção de força alternativa (ao talento de Markovic) no flanco direito ofensivo; é também uma promessa de recheio dos cofres encarnados, porque o mesmo Zenit que esteve para levar o argentino no verão por quase 40 milhões de euros vai estar na primeira fila de olheiros a avaliar se o jogador tem tudo no sítio.
É uma projeção, sim, mas o presidente Luís Filipe Vieira não lhe ficará indiferente, agora que tem de pesar finanças e poderio do plantel para a segunda metade da época.