José Mourinho

"Em Espanha há gente que me odeia"

José Mourinho garantiu que não tomou qualquer decisão sobre o seu futuro, mas afirmou que em Inglaterra se sente querido...

"Sei que em Inglaterra sou desejado pelos adeptos, pelos meios de comunicação social. De uma forma justa, criticam-me quando têm de fazê-lo, mas dão-me mérito quando mereço. Em Espanha, a situação é diferente, porque há gente que me odeia e muitos deles estão nesta sala", afirmou na conferência de imprensa, após a eliminação do Real Madrid nas meias-finais da Liga dos Campeões, perante o Borussia de Dortmund.

Após o triunfo por 2-0, insuficiente para anular a derrota por 4-1 sofrida na Alemanha, Mourinho afirmou que "é complicado tomar uma decisão" porque gosta do clube e quer ser "sincero e justo", remetendo para o final da temporada.

"Não tomei uma decisão porque tenho um contrato e, mais do que um contrato, que no futebol se quebra quando as pessoas querem, tenho respeito pelo clube e pelo presidente, pelo que quero esperar até ao final da temporada. Quero ganhar a final [da Taça do Rei], ser segundo na Liga e logo vejo o que Florentino Pérez, meu amigo, quer", acrescentou.

"Veremos o que se passa no final. O Real Madrid é muito mais importante do que eu. Não é importante se eu continuo ou não, mas sim que o Real Madrid continue e alcance a final. O Madrid conquistou muitas Taças dos Campeões, esteve muitos anos sem consegui-lo e, depois da sétima, da oitava e da nona, chegou aos quartos de final e às meias-finais quando tinha perdido a credibilidade na competição", declarou.

Mourinho, que levou os "blancos" a três meias-finais consecutivas, diz que o Real Madrid "recuperou a credibilidade", mas sublinhou que o clube "não vive de 'quases'".

"Tem de ganhar [a Liga dos Campeões] no futuro. E esse dia chegará. Quando? Não sei. Se não for comigo, é-me igual, porque quando estou num clube tenho empatia por ele, e o Real Madrid tem de ganhar a décima comigo ou sem mim", acrescentou.

Sobre a atuação de Cristiano Ronaldo, Mourinho disse que o extremo internacional português "jogou a cem por cento", pelo menos de início.

Redação