Eram 14h15 quando a suspensão da compra e venda das acções do Benfica foi levantada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que entendeu "terem cessado os motivos que justificaram a suspensão", escreveu em comunicado.
A negociação das acções estava parada desde a abertura da bolsa, em virtude de o Real Madrid - e também a Gestifute - ter anunciado a contratação de Di María - na noite de segunda-feira - e o Benfica ter permanecido em silêncio ao longo da noite e durante toda a manhã. Só às 13h49 é que surgiu, no sítio da CMVM, a informação da SAD encarnada relativamente à transferência do internacional argentino.
A entidade reguladora ficou satisfeita com as explicações dadas pelo Benfica - que alegou não ter anunciado antes a venda de Di María por o negócio ainda não estar completamente fechado (devido a uma diferença de entendimento relativamente aos valores extras da transferência), ao contrário do que o emblema merengue anunciara - e levantou a suspensão da negociação das acções, que terminaram o dia a valer a mesmo: 2,38 euros.
Uma situação semelhante aconteceu na temporada passada depois de ter vindo a público a notícia de que a SAD do Benfica já tinha contratado Jorge Jesus para treinador do plantel principal. A suspensão da compra e venda de acções durou, contudo, menos tempo do que agora, pouco mais de uma hora e meia, com os responsáveis encarnados a desmentirem, em comunicado, a notícia que tinha sido avançada por um diário desportivo.
Recorde-se que, no passado dia 11 de Junho, a SAD do Benfica garantiu à CMVM não ter recebido até essa data qualquer proposta por Di María nem ter conhecimento de negociações referentes ao atleta. Fonte do Benfica garantiu a O JOGO que só depois disso é que chegou à Luz a primeira proposta oficial do Real Madrid pelo extremo argentino.
Na SAD do Benfica, não se espera agora nenhuma multa, mas lembre-se que, na época passada, aquela teve de pagar 40 mil euros por ter negado, em comunicado, negociações por Ramires horas antes de anunciar a sua contratação.