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Sonho é possível com este Aguiar

Grande Braga. Quando muitos benfiquistas já tinham o champanhe preparado para a festa, a equipa de Domingos Paciência mostrou estofo e goleou na Figueira da Foz, num estádio que os bracarenses decidiram "pintar" de vermelho, como se estivessem a jogar em casa. Numa época em que a equipa tem batido praticamente todos os recordes, o sonho de alcançar um título inédito continua a ser possível, mesmo sabendo que dependem de terceiros. Já o segundo lugar e o consequente acesso à Liga dos Campeões está mais perto. Muito mais perto. Basta vencer o próximo jogo, no Estádio AXA, diante do Paços de Ferreira.

Ontem o Braga mostrou qualidade e competência. Soube defender, atacou muito e bem, criou inúmeras oportunidades e evidenciou espírito de entreajuda. Teve ainda um Luis Aguiar a um nível verdadeiramente sensacional. O médio uruguaio foi o rei das bolas paradas. De livre ou de canto, criou sempre muito perigo. Abriu e fechou o marcador com dois golaços, e pelo meio ainda ofereceu os golos aos brasileiros Matheus e Paulão. Genial.

Quando o Braga inaugurou o marcador ficou claramente a sensação que o mais difícil estava conseguido. E estava. A Naval, sem qualquer surpresa no onze inicial, não tinha argumentos para contrariar a qualidade colectiva e individual do adversário. Mesmo sem Moisés, que afinal não jogou, apesar de convocado, o vice-líder não abanou. Paulão, que regressou à Figueira da Foz, esteve longe de ser brilhante, tal como Filipe Oliveira, mas como a equipa jogou em bloco quase não se notaram alguns falhas, desaproveitadas por Fábio Júnior. O brasileiro mostrou velocidade e algum inconformismo, mas falhou nas poucas ocasiões que a Naval dispôs para marcar. Já o Braga, sempre com muito mais futebol, mais soluções ofensivas e com excelente aproveitamento nos lances de bola parada, dilatou a vantagem perto do intervalo.

Augusto Inácio mexeu na equipa. Entraram Marinho e Alex Hauw e a Naval passou a jogar mais perto da área do Braga. Mas mais do que uma consequência directa das substituições, essa alteração teve que ver com a forma, mais cautelosa adoptada pelo Braga. Compreendia-se. Estava a ganhar 2-0 e não tinha de arriscar.

Domingos também mexeu na equipa. Diogo Valente e Meyong refrescaram o ataque, e mais tarde entrou Hugo Viana. Dos pés do esquerdino saiu o quarto golo, marcado por Luis Aguiar, isto já depois de Paulão ter feito o terceiro, na sequência de um canto apontado pelo genial uruguaio.

Conseguida a maior goleada na presente temporada, o público que praticamente encheu o estádio de vermelho pediu mais um golo, gritou olés e voltou a casa com a certeza que a Liga dos Campeões está mais perto. E o título ainda é possível. O Braga não desiste.

Naval 0-4 Braga

Estádio José Bento Pessoa

relvado regular

8068 espectadores

Árbitro Jorge Sousa (AF Porto)

Assistentes José Ramalho e José Luís Melo

4º árbitro Hugo PachecO

- Naval

Treinador Augusto Inácio

16PeiserGR5

26GomisDC4

13João RealDC4

4Diego ÂngeloDC4

7CarlitosLDa 69'5

5LazaroniMD4

25GodemècheMOa INT4

30GiulianoMO4

45CamoraLE5

9Michel SimplícioAVa INT4

28Fábio JúniorAV6

-

1Jorge BatistaGR

3LupèdeDC

31José MárioLE

15Alex HauwMOd INT4

10DavideMO

77MarinhoADd 69'3

11BolíviaAVd INT4

-

amarelos 59' Lazaroni, 73' Camora, 80' Giuliano

vermelhos nada a assinalar

Remates à baliza [2] Remates para fora [5] Cruzamentos [19] Cantos [4]

Faltas [14] Posse de bola [48%]

Braga

Treinador Domingos Paciência

1EduardoGR6

27Filipe OliveiraLD5

3PaulãoDC5

2RodriguezDC6

6EvaldoLE6

23MadridMD7

10Luis AguiarMD9

30AlanAD5

9Paulo CésarAEa 72'6

99MatheusAEd 78'7

18RenteriaAVa 56'5

-

1KieszekGR

15Miguel GarciaLD

4André LeoneDC

45Hugo VianaMOd 78'5

11Diogo ValenteAEd 72'3

81AdrianoAV

19MeyongAVa 56'3

-

Golos [0-1] 25' Luis Aguiar ; [0-2] 40' Matheus; [0-3] 75' Paulão; [0-4] 84' Luis Aguiar

amarelos 13' Paulo César, 35' Filipe Oliveira, 75' Paulão

vermelhos nada a assinalar

Remates à baliza [10] Remates para fora [5] Cruzamentos [18] Cantos [7]

Faltas [10] Posse de bola [52%]

MANUEL CASACA