>Reja encantado com adeptos lusos
Edy Reja, técnico da Lázio, viveu ontem uma noite insólita: expulso durante o intervalo, por ter questionado o trabalho do árbitro, viu a segunda metade nas bancadas de Alvalade, entre os adeptos do Sporting. Sem segurança visível que o acompanhasse, sentou-se entre estranhos, mas cedo ganhou surpreendente cumplicidade com os rivais. Aliás, no final do encontro, foi ele o primeiro a reconhecer essa relação, agradecendo aos sportinguistas que tão bem receberam, no meio de si, o "inimigo". "Queria agradecer aos adeptos porque foram muito queridos comigo. Vi em alguns que estavam maravilhados quando falhámos as oportunidades. Foram muito simpáticos comigo e não tenho nenhuma razão de queixa", disse Edy Reja, que acabou a trocar gracejos com os leões. No mais perigoso lance dos transalpinos, que tornou iminente o empate, quando, aos 72', Konko atirou à barra, falhando de forma incrível o que parecia um golo garantido, Reja nem queria acreditar. Nem o técnico, nem os adeptos, que levantaram as mãos aos céus e até... confortaram o adversário. Todos acabaram à gargalhada: "Quando a bola foi à barra, vi alguns adeptos a fazer o sinal da cruz e disse-lhes que tinham tido muita sorte. Depois houve uma troca de opiniões e acabámos a rir."
Na origem desta situação insólita esteve o golo de Insúa, apontado no segundo minuto de compensação. Edy Reja não gostou que o árbitro tivesse prolongado o encontro e fez questão de o dizer, mas, eventualmente, não da melhor forma. "Disse ao árbitro que já passavam dois minutos da hora e que devia controlar o relógio, mas reconheço que os termos em que me dirigi a ele não foram os mais elegantes", confessou Edoardo Reja, com todo o fair-play.