A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) renovou o acordo em que cede à Liga Moçambicana de Futebol (LMF) os direitos de organização do principal campeonato moçambicano de futebol, até 2027, anunciaram esta terça-feira os dois organismos
O anúncio ocorreu após várias semanas de dúvidas sobre o modelo organizacional da edição de 2026 do Moçambola, que deverá arrancar até ao início de abril, após as dificuldades da competição do ano passado e o fim do acordo de organização anterior, em 2025, entre a FMF e LMF.
Em comunicado, a FMF refere que a renovação foi formalizada num acordo assinado entre o presidente da FMF, Feizal Sidat, e o presidente da LMF, Alberto Simango, prevendo que será a Liga a assegurar a gestão operacional da competição, incluindo a planificação do calendário, a coordenação logística e a promoção do campeonato, que contará em 2026 com 14 clubes.
"Por sua vez, a FMF mantém o papel de entidade reguladora do futebol nacional, garantindo a supervisão institucional da competição e assegurando que o campeonato decorra em conformidade com as normas nacionais e internacionais que regem a modalidade", refere o comunicado.
Segundo a FMF, a renovação do entendimento insere-se na estratégia de consolidação do modelo de gestão do futebol profissional em Moçambique, com o objetivo de reforçar a organização, a sustentabilidade financeira e a visibilidade do Moçambola.
Em 20 de fevereiro, o presidente da LMF revelou que o Moçambola vai passar a combinar jornadas, para reduzir gastos com a diminuição de 4.000 para 2.300 as viagens aéreas, evitando interrupções da prova como aconteceu no Moçambola de 2025.
Nessa altura, Alberto Simango avançou que esta estratégia de visa organizar as deslocações, permitindo que, por exemplo, as equipas que saiam do norte para o sul do país realizem dois ou mais jogos na mesma deslocação, antes de regressarem às respetivas províncias.
A época de 2025 do Moçambola ficou marcada por sucessivos reajustes do calendário e suspensão da competição devido a problemas logísticos e financeiros. Em julho, a prova foi interrompida por duas semanas devido à indisponibilidade da companhia aérea estatal Linhas Aéreas de Moçambique em assegurar o transporte das equipas, alegando dívidas acumuladas desde 2024, o que obrigou à mobilização de empresas para o seu financiamento.
Em dezembro, a LMF encerrou a edição após 24 das 26 jornadas previstas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã nacional, num desfecho condicionado por dificuldades financeiras e administrativas.