Declarações de Carlos Vicens, treinador do Braga, após o empate (2-2) frente ao Sporting, na ronda 25 da I Liga
Análise: "Foi um jogo em que não estivemos mal, mas faltou querer um pouco mais na primeira parte. Foi o que comentei com os jogadores nos momentos que pude e ao intervalo. Aconteça o que acontecer, temos de ser Braga mais que nunca. Não podemos deixar de ser nós próprios. Vale mais perder sendo nós próprios do que não sermos nós próprios. A mensagem ao intervalo foi vamos acreditar, vamos controlar o jogo e a diferença para a segunda parte passou por aí. Fomos uma equipa com mais confiança, com mais bola do que o rival. Também contra o Vitória, insistimos até ao final, conseguimos o empate tarde, mas foi essa insistência que nos levou a marcar golos."
Público ajudou o Braga a acreditar no empate? "O público apoiou-nos a todo o momento e não deixou de acreditar. Estão alinhados connosco, podíamos fazer o golo do empate antes, mas há que valorizar, jogámos contra um adversário que, caso nos expuséssemos, podia penalizar-nos porque tinham jogadores muito rápidos. Procurámos que isso não acontecesse. As alterações na segunda parte foram no sentido de continuar a atacar, mas sem perder o controlo do jogo. Há que ir com cuidado, pois tens de ter atenção com o que acontece no meio, foi isso que nos deu a vitória na Madeira e o empate hoje."
Que procurou ajustar no "time out" da primeira parte? "Falámos de ser valentes, de sermos nós próprios, de querer a bola porque tudo passava por sermos capazes de impor-nos com bola. Fomos agressivos na pressão, perante uma equipa muito dinâmica, que tem sempre soluções, mas a participação de muitos jogadores por dentro podia dar-nos vantagem. Foi o que insistimos no intervalo, foi isso que procurámos mais na segunda parte e estivemos mais perto do golo."
Gabriel Moscardo jogou mais à frente, qual foi a ideia de ser defesa? "Foi substituir o Paulo [Oliveira] porque tinha cartão amarelo: Nos duelos com o Luis Suárez, que é um avançado que exige muito... Foi para evitar uma expulsão. Tínhamos de encontrar uma solução e isso passou pelo Gabriel nessa posição de central pela direita. É um jogador rápido, com sentido coletivo, saída de bola, jogo aéreo e na formação do Corinthians já jogou nessa posição. Creio que fez um grande jogo. Jogou pela primeira vez connosco nessa posição, mas deu-nos estabilidade quando precisávamos."