Houve mais lama do que futebol, mas os viseenses sorriram. Num cenário adverso, o médio brasileiro voltou a dar corpo a uma equipa que acredita e cresce na Liga Revelação. O médio brasileiro foi um dos protagonistas no triunfo diante do Santa Clara, por 1-0. Com 19 anos, assume protagonismo e é parte ativa de uma equipa que lidera a fase de campeão.
A jornada transata foi mais uma prova de maturidade do Académico de Viseu. Em casa, a formação orientada por João Pedro Duarte venceu o Santa Clara por 1-0, num encontro tudo menos simples. A chuva intensa e o relvado pesado marcaram um jogo onde o futebol deu lugar à resistência, agressividade e capacidade de sofrer. "Foi um jogo muito árduo e disputado, num relvado complicado, devido às condições meteorológicas dos últimos dias", enquadra Krystian Cubas, médio de 19 anos da formação viseense. "No meu ponto de vista, ganhámos muitos duelos, fomos mais agressivos e jogámos com mais garra, por isso merecemos a vitória", completou.
O triunfo permitiu ao emblema da Terra de Viriato regressar aos triunfos na fase de apuramento de campeão da Liga Revelação e subir provisoriamente à liderança da competição, ainda que com a consciência de que o caminho está longe de terminado. "Na primeira fase, o nosso objetivo era qualificarmo-nos de forma firme e estável. Agora que estamos nesta segunda fase, queremos sempre vencer", admite Cubas, antes de travar qualquer euforia: "Há muitos candidatos fortes. Estas equipas foram as melhores da primeira fase e nós também temos de exigir mais de nós próprios. Vamos lutar jogo a jogo".
A solidez exibida nesta etapa é reflexo de uma temporada que o médio brasileiro considera muito positiva para o coletivo. "Tem sido uma época muito boa para a equipa. Temos vencido muitos jogos, fruto da nossa união e trabalho", refere o brasileiro, valorizando também o papel da estrutura do clube: "O Académico dá-nos boas condições para trabalhar e muitas oportunidades para aproveitar, e felizmente os resultados estão a aparecer".
No plano individual, Krystian Cubas soma 16 jogos e três golos, números que acompanham um crescimento evidente dentro de campo. É um dos mais utilizados e sente que a regularidade tem sido determinante. "A minha época tem melhorado cada vez mais. Neste momento, jogo mais minutos e com mais regularidade como titular", garante.
Esse crescimento ganha ainda mais significado quando se olha para o percurso desde a chegada a Portugal, há três anos. A adaptação não foi imediata e obrigou a uma aprendizagem. "Inicialmente foi um pouco difícil, ao nível das expectativas. Quando cheguei, pensei que ia reforçar logo os sub-23, mas não tive muitas oportunidades", recorda. A descida aos sub-19 acabou por ser decisiva. "Fiz uma temporada muito boa. Consegui adaptar-me mais rapidamente, jogar melhor, marcar golos e fazer assistências. Hoje, sinto que estou num bom momento", recorda.
Espreita a equipa principal
Inspirado por jogadores como Neymar Júnior e Rodrygo, com quem se identifica pelas características de jogo, o médio brasileiro não esconde os sonhos. "O meu sonho sempre foi jogar um Mundial e a Champions League", confessa. Ainda assim, aponta o foco imediato: "A curto prazo, quero subir à equipa principal do Académico, que é a ambição de todos os jogadores da formação. Enquanto estiver nos sub-23, quero aproveitar todas as oportunidades e tenho a aspiração de ser campeão da Liga Revelação".
Média de três golos por jogo
A segunda fase da Liga Revelação, que inclui a fase de apuramento de campeão e a fase de apuramento para a Taça Revelação, conta com 38 jogos até ao momento e já há dados relevantes para apresentar. As vitórias mantêm-se equilibradas entre equipas da casa e visitantes, com 17 triunfos para cada lado (45%), enquanto quatro partidas terminam empatadas (11%). A média de golos por jogo é de 3,16, totalizando 120 golos, sendo o resultado mais frequente o 2-1, registado em oito encontros.
No capítulo ofensivo, a Estrela da Amadora lidera com 14 golos marcados, ao passo que o Santa Clara apresenta o pior desempenho, com apenas três golos marcados. A defesa mais sólida pertence ao Famalicão, com apenas três golos consentidos, enquanto o Leiria tem o pior registo, com 11. De notar que 28 jogos (74%) terminaram com três ou mais golos, evidenciando a tendência para partidas com elevada produção ofensiva nesta fase da competição de sub-23.