Salvio recorda a ida para o Benfica
Toto Salvio, antigo craque do Benfica atualmente ao serviço dos argentinos do Lanús, recordou em entrevista ao podcast "El Fútbol" a chegada ao Benfica, em 2008/10, revelando que, antes disso, até esteve perto do FC Porto, tendo Lucho González telefonado para o tentar convencer a rumar à Invicta, algo que acabou por não acontecer.
"Fui um ano emprestado pelo Atlético de Madrid. Estava entre o FC Porto e o Benfica. O Benfica contactou o Atlético de Madrid diretamente e eu tinha a oportunidade de ir para o FC Porto através do meu empresário. Havia a luta entre os dois. O Benfica era campeão. Até já estava tudo meio acordado com o FC Porto, mas o dono do Atlético Madrid pediu-me para falar com o Benfica e para só tomar a decisão depois. Falei com o Benfica e com as pessoas do FC Porto. O Lucho González ligou-me por telefone para me convencer a ir para o FC Porto", começou por dizer.
"Desde que cheguei ao clube, nunca mais quis deixar o Benfica. Rui Costa era o diretor desportivo. Estavam Cardozo, Saviola, Pablo Aimar, David Luiz, Rúben Amorim, Nico Gaitán. O nosso capitão era o Luisão. Havia jogadores muito bons. O Benfica tinha uma opção de compra e Jorge Jesus queria que eu ficasse. Voltei um ano ao Atlético. Joguei mais um ano. O Benfica não acionou a opção de compra, mas um ano depois contratou-me", continuou, antes de enaltecer o emblema encarnado.
"É um clube impressionante. O Benfica é o amor da minha vida. Pelas pessoas, pelo clube, pela cidade. Tive a sorte de estar lá muitos anos, cresci muito. O clube dá-te tudo. É como o Real Madrid, de primeiro nível. Não deve nada a nenhum clube do Mundo. Dá-te todas as ferramentas. Seja estudos, psicólogo, no apoio familiar.... Por cada coisa que te acontece, no clube eles dão-te resposta. O clube está lá para qualquer coisa", afirmou, falando por fim de Jorge Jesus:
"Foi o melhor treinador que alguma vez tive. Pela forma como vive o futebol, com muita paixão. É uma pessoa com quem não paras de aprender. Jorge Jesus passava uma hora só comigo a treinar. Aprendi todos os movimentos e conceitos de extremo. Treinávamos as diagonais atrás do central. Os movimentos, o ataque ao espaço, o movimento para receber e ficar um para um. Aprendi tudo com Jesus. Fui crescendo com a forma de ser dele. Tem muito a ver com o que foi a minha carreira."