Com metade do campeonato concluído, está tudo engalfinhado no meio e o lanterna-vermelha não está muito distante da zona tranquila da tabela
Não se esperava que, com o campeonato a meio, já houvesse sentenças transitadas em julgado, mas é de realçar - a bem da competitividade - que a II Liga continua a beneficiar da ausência de crónicos candidatos, à subida e à descida.
A liderança da classificação geral já foi partilhada por quatro emblemas, com cinco mudanças entre jornadas. E mesmo a do Marítimo, que cavou a maior diferença de pontos da tabela (sete), é fresca, porque aconteceu apenas há três rondas, aproveitando uma quebra acentuada do Sporting B, que vai já na quarta derrota consecutiva.
Pelo meio, ainda não há muita gente com os sonhos de uma promoção desfeitos, mas poucos se podem dar ao luxo de estar distraídos de uma linha de água que pode molhar os pés a muitos em duas ou três jornadas. Sublinhe-se que o lanterna-vermelha Leixões soma 17 pontos, com o meio da tabela (9.º lugar) à curta distância de seis.
Decorridas 17 jornadas, os estilhaços das expectativas já rebentaram nas mãos de sete treinadores - não se contabilizando aqui a saída de Vítor Matos do Marítimo, por ter resultado de um convite dos galeses do Swansea, que pagaram a cláusula de rescisão de um milhão de euros. Dos oito clubes (quase metade dos 18) que trocaram de treinador, o que mais lucrou foi o Académico de Viseu. A entrada de Sérgio Fonseca para o lugar de Sérgio Vieira esticou a média de pontos dos viseenses dos 0,86 para 2,3 por jogo, catapultando-os do 15.º para o 2.º lugar. A contribuição do avançado brasileiro Clóvis, com 12 golos, foi decisiva. A liderança da tabela dos melhores marcadores tem sido, para já, tranquila, não havendo ninguém com mais de sete.
Em jeito de curiosidade, refira-se que ainda restam quatro totalistas, com 17 partidas completas, e o "óscar" de suplente mais vezes utilizado é de Gui Meira (Feirense), com 15 entradas.