Seleção Nacional

Roberto Martínez sobre a Seleção: "Ronaldo estreou-se no ano em que Carlos Forbs nasceu..."

Roberto Martínez e Cristiano Ronaldo LUSA

Selecionador nacional deu uma entrevista ao jornal Sport, depois de ter sido distinguido com o prémio Valores Trajetória, na VII Gala Valores

Distinguido duplamente esta terça-feira, primeiro com o prémio de melhor treinador catalão do ano, e horas depois, com o Valores Trajetória, atribuído pelo jornal espanhol Sport, Roberto Martínez recordou o ano de 2025 marcado pela conquista da Liga das Nações e apuramento para o Mundial do próximo ano, e opinou sobre se esta equipa nacional é a melhor de sempre.

"É muito subjetivo. Acho que a melhor geração de sempre é a de 1966, porque ficou em terceiro no Mundial, e isso, sim é objetivo. Os resultados dão os parâmetros sobre a geração de ouro. Na atual seleção há exemplos incríveis, mas todos se lembram ainda de momentos do passado do futebol português com Rui Costa, Luís Figo ou João Vieira Pinto. São muitos jogadores e gerações excelentes e agora temos uma mistura muito bonita. Cristiano Ronaldo estreou-se no ano em que Carlos Forbs nasceu... Um país de dez milhões que é capaz de criar jogadores como estes", afirmou o selecionador nacional em entrevista ao Sport, aproveitando para destacar a importância de ter um capitão como Ronaldo num Mundial em que, admitiu, Portugal não é favorito.

"Vivemos a aparição do Cristiano em 2004 e sabemos tudo o que ele fez na carreira. Agora é um jogador muito diferente, que usa muito bem a sua experiência, nos seus movimentos, na finalização, ao ponto de marcar 25 golos nos últimos 30 jogos pela Seleção. Não estamos a falar de alguém que joga por Portugal pelo que fez, mas sim de um jogador que é muito importante nos esquemas atuais da Seleção. Essa capacidade de adaptação é essencial para a longevidade de qualquer jogador de futebol. Chegar a uma final de um Mundial é um caminho difícil, complexo e com muitas vertentes, mas temos de estar preparados e ser uma equipa que não tem medo de sonhar", concluiu.

Redação O JOGO