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Trump revela terceiro ataque a barco venezuelano: "Parem de enviar drogas..."

Donald Trump (créditos: Getty Images via AFP)

Ataques que Trump defende como parte da política contra o tráfico de droga

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu esta terça-feira um terceiro ataque do Exército norte-americano a barcos venezuelanos nas Caraíbas, ataques que defende como parte da política contra o tráfico de droga.

Embora o Pentágono só tenha confirmado dois ataques deste tipo nas últimas semanas, o magnata nova-iorquino afirmou, antes de partir para o Reino Unido: "Abatemos três barcos, de facto, e não dois".

"Vocês viram dois, mas são três", sublinhou, em declarações à comunicação social, referindo-se aos dois ataques norte-americanos já conhecidos contra embarcações utilizadas, segundo Washington, para transportar droga para os Estados Unidos.

"Parem de enviar drogas para os Estados Unidos", insistiu, segundo a estação televisiva CNN.

"Parem de enviar membros do Tren de Aragua para o nosso território", declarou, referindo-se ao grupo criminoso classificado por Washington como organização terrorista.

As palavras de Trump surgiram pouco depois de, na segunda-feira, o Governo norte-americano ter informado de um novo ataque a um barco, do qual resultaram pelo menos três mortos.

O próprio Trump confirmou o acontecimento numa mensagem difundida na sua rede social, Truth Social, à qual anexou também um vídeo.

Estes ataques levaram a um aumento de tensão inclusive internamente, com alguns membros do Congresso a argumentarem que os Estados Unidos não enfrentam uma ameaça direta de Caracas e que não têm base legal suficiente para bombardear as embarcações, uma vez que não são "alvos militares" e os países envolvidos não estão em guerra.

Por outro lado, Trump descartou possuir informação sobre a incursão israelita na cidade de Gaza e disse estar expectante.

"NÃO SEI MUITO SOBRE ISTO", escreveu sobre a operação terrestre israelita, ao mesmo tempo que criticou novamente o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e que os Estados Unidos também consideram uma organização terrorista, por "usar os reféns [israelitas]".

"Estão a usá-los como escudos humanos e, se o fizerem, terão um problema grave: pagarão com o inferno", observou.

Lusa