Declarações de Rúben Dias, central do Manchester City e da Seleção Nacional, na antevisão ao jogo com a Escócia (domingo, 19h45, Estádio da Luz), a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Liga das Nações
Nomeado pela terceira vez para melhor jogador do mundo. Com esta idade sente-se no ponto máximo, perto da perfeição ou ainda tem que melhorar e como faz para isso? "Sinto que tenho a vida inteira à minha frente. É bom perceber que estou num bom momento da minha carreira e o que está para trás foi muito bom, mas contas dessas só vou fazer quando terminar a carreira. Especialmente após ter um exemplo como o Pepe, que até aos 41 anos fez o que fez, só me dá asas para voar e sonhar e para sentir que não há limites. Como tal, porquê cortar-me as pernas tão cedo? Tenho 27 anos e tenho muitos anos do que é a minha paixão pela frente."
Imagem do jogo com a Croácia é que não foi um jogo muito intenso. Nesta altura, até de forma inconsciente há a preocupação de não haver uma lesão ou algo que possa estragar a temporada? "Eventualmente não. Se em algum momento essa calmaria esteve na minha cabeça ou dos meus colegas não acredito. Ambas as equipas sabem ter a bola, ritmo controlado por isso mesmo e por isso menos azo a esse contacto físico, ambas as equipas sabem o que fazem, não é por fazerem muitas vezes a coisa errada que vão chegar lá, mas sim procurar fazer a coisa certa no tempo certo e aí sim criar dano no adversário, foi o que aconteceu. A nível de seriedade e de meter agressividade no jogo não há altura da temporada que diferencie seja o que for. Estamos sempre a lutar por alguma coisa, quem não lutar por alguma coisa não está aqui a fazer nada."
Que desafios traz a Escócia? "Conhecemos alguns jogadores, essencialmetne, fisicalidade, qualidade e muito ritmo. Sabemos que não vai ser um jogo fácil certamente. Sabemos que temos de estar num nível muito bom para ter um bom rendimento e conquistar os três pontos. Sabemos que jogamos contra uma equipa forte.
Treinador apontou erros defensivos. É isso que também apontaram e podem tirar vantagem? "Já tivemos encontro sobre a equipa, vimos algumas coisas, mas talvez consideremos agora ver os erros que referiu. Temos muito para ver e certamente temos bom conhecimento sobre a Escócia."
O meio-campo da Escócia é forte. Pode falar deles? "Como questão de respeito não vou entrar em detalhes. Diferentes características, mas sabemos que são jogadores de qualidade. Podem mudar e influenciar o jogo. São três nomes aos quais temos de ter atenção.
Crítica comum à Seleção portuguesa é que não joga o futebol que poderia por ter tanto talento disponível. Joga num clube que une as duas coisas, ganha e joga bem. Como líder da seleção, é justa a crítica? "Acho que a pergunta poderia ser feita a qualquer seleção do mundo. Como é óbvio nenhuma seleção vai apresentar a mesma qualidade que apresentas num clube, por questão de tempo com o treinador, entre os jogadores. Só por isso seria suficiente para responder. Jogo no [Manchester] City, uma das melhores equipas do mundo, e um dos maiores reflexos dessa mesma qualidade, do potencial total que uma equipa pode ter a trabalhar um ano inteiro. É injusto comparar com contexto de seleção. Todos vindo com ideias de clubes diferentes, tentamos fazer o melhor que cada um pode, individualmente e colectivamente. Será sempre um esforço porque não é o nosso dia a dia. Ano após ano temos mais experiência de como lidar com mudança de contexto. É injusto para connosco e para com os selecionadores fazer essa comparação de clube para seleção."