Internacional

Após nova derrota na final do Europeu, Southgate deixa seleção inglesa

Southgate (créditos: AFP)

Selecionador inglês deixa o cargo ao fim de oito anos

Gareth Southgate confirmou esta terça-feira que a final do Euro’2024 perdida para Espanha (1-2) foi o seu último jogo enquanto selecionador de Inglaterra, terminando assim um percurso de oito anos na seleção. 

Numa nota oficial da Federação Inglesa de Futebol, Southgate, que também perdeu a final do Euro’2020, disputado em 2021 devido à pandemia de covid-19, para a Itália, nos penáltis (após empate 1-1), falou na necessidade de abraçar “um novo capítulo”, mostrando-se honrado por ter tido a oportunidade de liderar a seleção, já depois de também a ter representado como jogador. 

Recorde-se que a Inglaterra, ao leme do técnico, também chegou às meias-finais do Mundial’2018 e aos “quartos” da edição de 2022, no Catar, não tendo conseguido vencer qualquer troféu. 

O treinador inglês, de 53 anos, chegou à federação inglesa em 2014, sendo contratado na altura para o cargo de selecionador sub-21, até que foi promovido à seleção principal dois anos depois. Antes, contava apenas com uma passagem pelo Middlesbrough, entre 2006 e 2009. 

De resto, antes da confirmação desta saída, a imprensa inglesa já vinha avançando possíveis substitutos para Southgate, numa lista que conta com Eddie Howe, Graham Potter, Mauricio Pochettino, Thomas Tuchel e Lee Carsley (seleccionador sub-21). 

Leia o anúncio de Southgate na íntegra: 

“Como orgulhoso inglês, foi a honra da minha vida jogar pela Inglaterra e dirigir a Inglaterra. Significou tudo para mim e dei o meu melhor. Mas é altura de mudar e de um novo capítulo. A final de domingo, em Berlim, contra a Espanha, foi o meu último jogo como selecionador de Inglaterra. 

Entrei para a FA em 2011, determinado a melhorar o futebol inglês. Durante esse tempo, incluindo oito anos como selecionador de Inglaterra, tive o apoio de pessoas brilhantes a quem agradeço sinceramente. Não poderia ter tido ninguém melhor ao meu lado do que Steve Holland. Ele é um dos treinadores mais talentosos da sua geração e tem sido imenso. 

Tive o privilégio de orientar um grande grupo de jogadores em 102 jogos. Cada um deles teve o orgulho de vestir a camisola dos três leões, e foram um crédito para o seu país de muitas maneiras. A equipa que levámos para a Alemanha está repleta de jovens talentos e pode conquistar o troféu com que todos sonhamos. Estou muito orgulhoso deles e espero que apoiemos os jogadores, a equipa de St. George's Park e a Federação Inglesa de Futebol, que se esforçam todos os dias por melhorar o futebol inglês e compreendem o poder que o futebol tem para promover mudanças positivas. 

Os meus agradecimentos especiais vão para o staff, que nos últimos oito anos me apoiou e aos jogadores. O seu trabalho árduo e o seu empenho inspiraram-me todos os dias e estou muito grato à brilhante ‘equipa por detrás da equipa’.

Temos os melhores adeptos do mundo e o seu apoio tem significado muito para mim. Sou um adepto de Inglaterra e sê-lo-ei sempre. Estou ansioso por ver e festejar enquanto os jogadores criam mais memórias especiais e se ligam e inspiram a nação como sabemos que eles conseguem. 

Obrigado, Inglaterra - por tudo”. 

Redação