Declarações de João Palhinha em conferência de imprensa de antevisão ao Portugal-Eslovénia, jogo marcado para segunda-feira (20h00) e relativo aos oitavos de final do Euro'2024
Houve um trabalho mental para recuperar o ânimo depois da derrota com a Geórgia? Enquanto profissional, quando perdes um jogo, tu anseias sempre pelo próximo. Ficamos a contar os dias para darmos uma resposta, porque o ambiente é totalmente diferente quando perdes e isso nota-se nos jantares, nota-se o peso da derrota e isso é bom pela exigência que temos. Não vale a pena pensar na Geórgia, vale a pena pensar na resposta contra a Eslovénia e em chegarmos longe”.
Portugal tem tido mais dificuldades a jogar com um sistema de três centrais. Houve uma reflexão sobre isso? O míster não referiu isso, mas se tivéssemos ganho como na qualificação, que foi quase toda com este esquema... Isto depende das opiniões das pessoas, mas temos qualidade para jogar em vários sistemas, sei qual será contra a Eslovénia mas não digo. Seja qual foi, estamos preparados para dar uma grande resposta”.
Qual a melhor equipa do Europeu até agora? “O míster fez essa pergunta ontem, que gera sempre discórdia. Se me perguntar, olho para duas, a Espanha e a Áustria, que está a ser uma belíssima surpresa neste Euro. Também tem muito mérito pela qualificação e também a Alemanha está num grande nível. Essas são provavelmente as mais fortes”.
Portugal sente mais dificuldades quando defronta um bloco mais baixo, como se espera que jogue a Eslovénia. O que se tem de fazer para criar mais oportunidades? “Vai de encontro à primeira pergunta, é sermos mais objetivos e explorarmos mais movimentos de rutura, pedirmos menos a bola no pé e muitas vezes tentarmos penetrar mais o espaço interior. Creio que é isso que vamos tentar fazer contra a Eslovénia. Depois de analisarmos o jogo da Geórgia vimos muitos jogadores a pedir a bola no pé, o que lhes facilitava o jogo. Pretendemos abordar o jogo de forma diferente e fazer tudo para ganhar”.