Internacional

"A única pessoa que fez o que quis numa equipa de Guardiola foi Messi"

Messi e Guardiola, quando representavam o Barcelona (créditos: Jorge Carmona / Global Imagens)

Palavras de Jack Grealish, que levou recentemente uma reprimenda do treinador do Manchester City em pleno relvado

Jack Grealish admitiu no sábado, após a vitória do Manchester City sobre o Crystal Palace (4-2), em jogo da 32.ª jornada da Premier League, que esta época tem sido bem mais complicada para si ao nível pessoal do que a anterior, na qual festejou a conquista de um triplete inédito. 

Em declarações ao Manchester Evening News, o extremo inglês, que levou recentemente uma reprimenda de Pep Guardiola em pleno relvado, reagiu a esse momento com naturalidade, lembrando que só um jogador na história teve liberdade total com o técnico espanhol. 

“Com este treinador, só uma pessoa pôde fazer o que queria na equipa de Pep, Messi, o que é justo. Não podemos questionar o que o treinador faz, ele é incrível e um grande tipo com um bom coração. Às vezes tive um pouco de dificuldades esta época e ele esteve sempre lá. Devo-lhe muito, é uma grande pessoa e o melhor treinador que já existiu”, enalteceu. 

“Pessoalmente, tem sido uma época difícil para mim depois dos altos do ano passado. Eu falo todos os dias com os meus colegas e sei o quão importante sou para a equipa. Também falo com o treinador e todos viram no final da época passada o quanto jogava com ele”, acrescentou. 

Nesse sentido, Grealish considerou que o futebol moderno está demasiado focado em estatísticas e admitiu que, depois de ver um documentário da Netflix sobre o sucesso do City no ano passado, ficou mais motivado que nunca para voltar a sentir essa alegria. 

“Toda a gente está tão focada em golos e assistências... Eu quero marcar, porque no futebol não há sentimento melhor que esse, mas isto é um desporto de equipa e fico feliz em continuar a jogar por esta equipa. Acabei o documentário da Netflix ontem e o último episódio emocionou-me um pouco, deu-me vontade de repetir aquilo tudo e fez-me pensar”, admitiu.  

“Eu sei que isto é profundo, mas no final de contas nunca voltarei a ser tão novo como agora, por isso tento desfrutar do presente, porque não vou jogar a Liga dos Campeões até ao resto da minha vida”, sentenciou. 

Na presente época, Grealish, de 28 anos, leva três golos e duas assistências em 30 jogos, números bem inferiores aos que totalizou em 2022/23: cinco golos e 12 assistências em 50 partidas. 

Redação