Internacional

Adepto do Crystal Palace banido por três anos por racismo contra Son

Heung-min Son

O adepto declarou-se culpado de assédio racial agravado por gestos e palavras dirigidas ao extremo sul-coreano do Tottenham durante um jogo da Premier League, em maio

Um adepto do Crystal Palace foi condenado esta quarta-feira a uma proibição de entrada em estádios durante três anos, depois de se ter declarado culpado de assédio racial agravado contra Son Heung-min, extremo do Tottenham.

Essa admissão de culpa foi apresentada em agosto, por gestos e palavras dirigidas ao extremo sul-coreano durante uma partida da Premier League entre o Palace e os spurs, em maio deste ano.

Inicialmente, o adepto tinha sido condenado a 60 horas de trabalho comunitário e a uma multa de 1590 euros. No entanto, o Tottenham e a Polícia Metropolitana de Londres recorreram a essa sentença, resultando na proibição de entrada em estádios durante três anos.

"Agradecemos à polícia pela sua cooperação neste caso. Gostaríamos de reiterar que o clube não tolera qualquer tipo de discriminação e procurará sempre que sejam tomadas as medidas mais fortes possíveis contra os responsáveis", reagiram os spurs, em comunicado.

Robert Garland, de 44 anos, fez o gesto racial depois de Son ter sido substituído aos 89 minutos dessa partida, que o Tottenham venceu por 1-0, em 6 de maio de 2023.

Em declarações às autoridades, o jogador visado disse que “não fez nada para ser alvo deste horrível comportamento racista e discriminatório”.

Redação