Antigo internacional português marcou presença na apresentação da franquia EA SPORTS FC 24, que surge após o fim da parceira entre a FIFA e o popular distribuidora de jogos eletrónicos.
Luís Figo foi uma de várias estrelas que marcou presença na apresentação da franquia EA SPORTS FC 24, em Amesterdão, que surgiu após o fim da parceria entre a FIFA e a EA Sports, divisão da Electronic Arts responsável pela produção do popular videojogo de futebol.
No mesmo dia em que a polícia espanhola identificou um adepto que proferiu cânticos racistas contra Vinícius Júnior, extremo brasileiro do Real Madrid, no dia 5 de março, numa partida em casa do Bétis, o antigo internacional português foi questionado sobre se considera o país racista, após ter passado pelo Barcelona e Real Madrid na carreira.
"Não, eu não acho que seja. É uma nova onda de resposta, com aquele tipo de atitudes em que, quando existe uma multidão de pessoas, isso leva a episódios racistas. Eu penso que não podemos globalizar isso num país, porque existem pessoas que não têm educação. É injusto generalizarmos", respondeu Figo.
De seguida, o antigo extremo foi questionado sobre se considera Vini Jr. como um jogador "provocador", uma justificação que já foi utilizada no passado para tentar explicar a grande quantidade de episódios racistas contra o jogador.
Em resposta, Figo salientou que as pessoas que tentam destabilizar o jogador fazem-no devido à importância que tem em campo, frisando ainda assim que o racismo não pertence ao desporto e deve ser combatido de uma forma mais eficaz por parte dos órgãos competentes, neste caso a UEFA e a Liga espanhola.
"Vinícius tem uma forma de jogar e de ser que faz com que os adeptos rivais possivelmente saibam que é um jogador que têm de tentar destabilizar, por isso fazem-no de todas as formas. Logicamente, penso que esse tipo de situações [racistas] devem estar à margem do desporto. Devemos centrar-nos unicamente no que é o futebol e o espetáculo", salientou.
"São situações que se devem erradicar do desporto, principalmente no futebol, onde é muito usual que sucedam este tipo de insultos. Muitas vezes deixa-se passar por serem insultos e por ser futebol e, como afirmaram recentemente, o futebol é o único desporto em que se normaliza este tipo de insultos. Há que tomar decisões e, neste caso, os organismos competentes devem endurecer as leis quando sucede algo assim", acrescentou.