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COI confirma retirada do reconhecimento à Federação Internacional de Boxe

This general view shows the Olympic rings on display in front of The City Hall in Paris on March 13, 2023, ahead of the 2024 Olympic Games. - In 500 days, the 2024 Summer Olympics will burst into life in Paris as the teams float down the River Seine on barges in a unique opening ceremony for a games that will involve the return of full crowds of spectators to the world's greatest sporting spectacle after the Covid-blighted Summer Games in Tokyo in 2021 and the Winter Olympics in Beijing last year. (Photo by ALAIN JOCARD / AFP) AFP

A retirada do reconhecimento da IBA, que está suspensa desde 2019, devido a uma sucessão de escândalos, retira à federação a capacidade para organizar torneios olímpicos de boxe e o acesso a financiamento por esta via

O Comité Olímpico Internacional (COI) confirmou esta quinta-feira a retirada do reconhecimento à Federação Internacional de Boxe (IBA), apesar de ter mantido a modalidade no programa dos Jogos Olímpicos Paris'2024 e Los Angeles'2028.

Reunido em sessão extraordinária, o COI confirmou a recomendação da Comissão Executiva do organismo, dois dias depois de o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) ter rejeitado uma providência cautelar apresentada pela IBA com vista à suspensão da medida.

A retirada do reconhecimento da IBA, que está suspensa desde 2019, devido a uma sucessão de escândalos, retira à federação a capacidade para organizar torneios olímpicos de boxe e o acesso a financiamento por esta via.

"O COI tem procurado ajudar, de forma constante e paciente, relativamente às questões que motivam preocupação, [mas a IBA] não foi capaz de fornecer elementos que permitissem o levantamento da suspensão", justificou o diretor-geral do COI, o belga Christophe de Kepper.

A IBA está desacreditada por repetidos escândalos de arbitragem, corrupção e dívidas - e também por ter um antigo líder ligado ao crime organizado no Uzbequistão -, apesar dos esforços de reforma prometidos pelo novo presidente, o russo Umar Kremlev, eleito em 2020.

Um relatório publicado este mês considera que a IBA não cumpre as condições para que lhe seja levantada a suspensão, mas também que entrou em conflito direto e de "intimidação" com o COI, que tem organizado por si próprio os torneios olímpicos, quer em Tóquio'2020, quer o próximo, de Paris'2024.

A dependência financeira da Gazprom, gigante russo da energia, tornou-se ainda mais problemática no contexto da guerra na Ucrânia, e uma nova federação, a World Boxing, agrega já vários países do Ocidente, dos Estados Unidos à Suíça, e promete trazer mais membros para trazer credibilidade ao desporto.

Redação com Lusa