Em exclusivo a O JOGO, o extremo lança um primeiro olhar sobre os reptos para 2023/24, com a mira nos quatro títulos nacionais
Pepê, um dos nomes incontornáveis do FC Porto de hoje, fez, em exclusivo a O JOGO, uma radiografia mais aprofundada à temporada realizada pelos dragões, focando-se já no que aí vem. O fecho foi em festa, com a conquista da Taça de Portugal, mas na boca dos jogadores ficou um travo amargo pelo objetivo falhado no campeonato. Por isso, as baterias do extremo brasileiro - que fala na primeira pessoa do plural - já estão viradas para aquilo que a equipa orientada por Sérgio Conceição poderá fazer na próxima época. E a fasquia foi colocada bem alta: o objetivo passa por reconquistar o mais importante para exibir na vitrina.
Depois de o FC Porto ter perdido o campeonato, era obrigatório ganhar a Taça de Portugal?
-O nosso foco era o campeonato, toda a gente sabe disso, mas ganhar três de quatro títulos é algo muito importante. Conseguir terminar esta temporada, tão difícil para todos nós, com a Taça de Portugal foi o mais importante e gratificante.
Pode dizer-se que o triunfo no Jamor foi uma explosão de alegria depois da desilusão do campeonato?
-Como disse, foi uma época muito difícil. Sabemos que cometemos alguns erros durante o campeonato e isso custou-nos caro. Mas, ter o apoio dos adeptos desde o início foi muito importante para que pudéssemos levantar-nos e dar o nosso melhor dentro de campo. Acreditaram em nós desde o início e nós também acreditámos até ao fim naquilo que podíamos ser capazes de alcançar. Conseguir a Taça de Portugal foi muito importante para nós e para os adeptos.
Sérgio Conceição fez uma avaliação positiva desta época. Concorda com a visão do treinador?
-Sem dúvida. Conquistámos três dos quatro troféus nacionais. Sabemos que podíamos ter dado muito mais na liga, que era o nosso principal objetivo, mas cometemos alguns erros e não conseguimos ganhar. Mas é muito importante ter conquistado três títulos em quatro possíveis e terminar a época como terminámos.
Falou em erros cometidos no campeonato. Quais foram e qual foi o jogo decisivo para que o FC Porto não tivesse conquistado também esse título?
-Como diz sempre o míster, todos os jogos são importantes e todos valem o título. Sabemos que em todos aqueles jogos em que não conseguimos impor aquilo que ele trabalhou e que nos pediu para fazermos dentro do campo nos custaram muito caro. Não existiu um jogo em específico que fosse decisivo. Foram todos aqueles em que não fomos nós próprios.
O FC Porto venceu o Benfica na Luz, recuperou vários pontos e acabou por ficar apenas a dois do primeiro lugar. Custou mais dessa forma?
-Sabíamos que era difícil. Como disse, cometemos muitos erros, mas a nossa equipa é muito qualificada, tem grandes jogadores e, quando precisa, principalmente nos jogos importantes, dá o melhor e tem qualidade para sobressair. Isso foi determinante para que pudéssemos vencer no Estádio da Luz e também nos outros jogos grandes. Pecámos noutros jogos.
As exibições contra o Benfica, nesse tal clássico, e contra o Braga, na final da Taça de Portugal, mostraram a verdadeira cara do FC Porto?
-Sem dúvida. Sabemos da qualidade de cada um, do potencial que temos para evoluir e dar o nosso máximo jogo após jogo. É por isso que o míster nos exige bastante, porque conhece o nosso potencial e o que somos capazes. Não fazer o que fizemos nesses dois jogos custa caro e vimos isso durante a liga. Mas, o mais importante é que conseguimos ser nós próprios na reta final da época e acabámos por cumprir o nosso objetivo de conquistar a Taça de Portugal.
A polémica com as arbitragens voltou a marcar esta época. Alguma vez sentiu que a equipa foi verdadeiramente prejudicada?
-Isso vai existir sempre, independentemente da situação. Na época passada também sofremos bastante com isso. Mas, temos de dar o nosso melhor dentro do campo. Sabemos que, se não tivéssemos cometido alguns erros, a história seria diferente. Por isso, há que de levantar a cabeça e encarar isto como uma lição, para que na próxima época possamos fazer muito mais.
Fazer muito mais, como diz, significa conquistar os quatro títulos nacionais?
-Se possível. Entramos em todos os campeonatos para tentarmos ser campeões. Sabemos que a exigência será muito maior e temos de nos preparar ainda mais e melhor para que possamos conquistar esses títulos.