Mundial 2022

Choque frente à Arábia Saudita impediu que Argentina batesse recorde mundial

O desalento argentino após a entrada em falso no Mundial AFP

A Argentina precisava de ter vencido a Arábia Saudita para igualar o recorde mundial de jogos consecutivos sem perder da Itália (37).

A Argentina perdeu esta terça-feira a possibilidade de igualar o recorde mundial de jogos consecutivos sem perder da Itália, ao cair por 2-1 perante a Arábia Saudita, na estreia no Mundial de 2022, depois de 36 jogos de invencibilidade.

Saleh Al Shehri, aos 48 minutos, e Salem Al Dawsari, aos 53, selaram os golos que derrubaram, inesperadamente, os argentinos, que até começaram, praticamente, a ganhar, graças a um golo de Lionel Messi, de grande penalidade, aos 10'.

Depois do desaire por 2-0 face ao Brasil, em 2 de julho de 2019, nas meias-finais da Copa América de há três anos, a formação comandada por Lionel Scaloni somava 25 vitórias e 11 empates, e tinha a possibilidade de igualar hoje o registo dos transalpinos, selado entre 2008 e 2021.

Neste trajeto de invencibilidade, a Argentina somou dois títulos, os dois primeiros com Lionel Messi na seleção principal, ao vencer a Copa América de 2021 e a recuperada Finalíssima, jogo entre os campeões da América do Sul e da Europa, já em 2022.

A Copa América foi arrebatada no Brasil, em pleno Estádio Maracanã, com um triunfo por 1-0 sobre a seleção anfitriã, selado pelo ex-benfiquista Ángel Di María, enquanto a Finalíssima foi conquistada em Wembley, com uma vitória por 3-0 sobre a Itália, com tentos de Lautaro Martínez, Di María e Dybala.

O conjunto argentino, apontado com um dos mais fortes candidatos a vencer o Mundial de 2022, não conseguiu, porém, dar hoje sequência a esse registo, parando aos 36 jogos, e depois de um resultado que pode comprometer o apuramento para os oitavos.

No ranking de jogos consecutivos sem perder, o terceiro lugar é partilhado pelo Brasil (1993 a 1996) e a Espanha (2007 a 2009), com séries de 35 encontros, seguindo-se a Itália (1935 a 1939), com 30.

Redação com Lusa