Atletismo

"Penalização? Foi um murro no estômago. Tenho mais de 20 anos de carreira..."

Ana Cabecinha em ação nos Europeus'2022 EPA

Ana Cabecinha, oitava nos 20 km marcha, estava inconformada com o facto de "pela primeira vez ter parado à entrada da última volta para o pit line", dizendo que "foi um murro no estômago".

A portuguesa Ana Cabecinha classificou este sábado como "um murro no estômago" a penalização de dois minutos sofrida nos 20 km marcha, que a impediu de disputar as medalhas nos Europeus de Munique, na Alemanha.

"Foi um murro no estômago. Tenho mais de 20 anos de carreira e muitos mais de provas de marcha a nível internacional e só me lembro no meeting de Huelva [Espanha] ter ido para a rua", afirmou, no final, a marchadora portuguesa, visivelmente agastada com a situação.

Ana Cabecinha estava inconformada com o facto de "pela primeira vez ter parado à entrada da última volta para o pit line", dizendo que "foi um murro no estômago".

"É injusto, é uma revolta muito grande e, quer queiramos quer não, ainda estava com muita força para ir à ucraniana que vinha em quinto e, infelizmente, fica um sabor amargo à entrada da última volta parar dois minutos, mas, pronto, faz parte, são as regras e temos de aceitar", afirmou a atleta alentejana, de 38 anos.

Apesar de ter chegado a ponderar desistir, o sentido patriótico falou mais alto: "Não foi fácil e durante os dois minutos pensei em não continuar, nada naquele momento fazia sentido, mas é o nosso país e continuei. Tentei apanhar mais duas atletas para ficar pelo menos nas oito primeiras, e fiquei em oitavo lugar, o que também é um bom resultado, acho eu".

Ana Cabecinha chegou a sonhar hoje com as medalhas, mas uma penalização à entrada para a última volta ruiu por completo essa esperança, terminando no oitavo lugar.

A grega Antigoni Ntrismpioti sagrou-se campeã europeia, tendo a polaca Katarzyna Zdzielblo arrebatado a prata e a alemã Saskia Feige o bronze.

A segunda edição dos campeonatos Europeus multidesportos está a decorrer em Munique até domingo e reúne nove modalidades, estando Portugal representado em sete, nomeadamente atletismo, canoagem, ciclismo, ginástica artística, remo, ténis de mesa e triatlo.

Portugal soma já seis medalhas, designadamente duas de ouro, através de Pedro Pablo Pichardo, no triplo salto, e de Iúri Leitão, no scratch do ciclismo de pista, uma de prata, por Auriol Dongmo, no lançamento do peso, e uma de prata (K1 1000) e uma de bronze (K1 500) do canoísta Fernando Pimenta.

Na paracanoagem, Norberto Mourão garantiu o bronze na classe VL2.

Redação com Lusa