Ben Romdhane foi um dos rostos do sucesso na conquista do 28.º título do Benfica. O tunisino, MVP do Afrobasket"2021, chegou ao 25.º título da carreira na Luz, recordando uma época de altos e baixos, tal a quantidade de jogos. "Foi como uma temporada de NBA", comparou.
As imagens reveladas pelo Benfica dos bastidores da conquista do 28.º título nacional, no Dragão, mostraram Ben Romdhane a discursar para os colegas no final do jogo 3 (derrota por 65-47) - "Temos de mostrar que queremos ganhar o campeonato aqui. Eles hoje ganharam porque quiseram mais do que nós. Só isso!", dizia -, provando-se que o tunisino foi uma das principais vozes do balneário encarnado.
"Já conhecia o treinador e tinha uma ideia da equipa. Preferi vir para o Benfica porque tem uma grande história. Não é fácil quando uma equipa está sem ganhar quatro anos e trazer de volta essa mentalidade. No primeiro dia, quando cheguei cá, disse: "Não vou pensar em mim, nem no próximo contrato. Vou ajudar a equipa a ser melhor". E estou muito feliz com o desfecho", contou, à margem da sessão de autógrafos aos adeptos, o experiente extremo-poste de 33 anos, que Norberto Alves viu em ação nas competições africanas e descreveu, em tempos, como um líder.
Apesar de o objetivo ter sido cumprido, Romdhane recordou as dificuldades de uma temporada que mais pareceu de NBA.
"Tínhamos dois jogos por semana, não havia tempo para corrigir e preparar os jogos. Não sei quantos fiz, talvez uns 70. Foi como uma temporada de NBA. Não é habitual na Europa e não foi fácil. Tivemos muitas lesões e não tínhamos tempo para treinar como queríamos", explicou o MVP do Afrobasket de 2021, destacando o apoio dos adeptos, "mesmo nos maus momentos", e dizendo-se "muito motivado" e a querer mais troféus, depois de na Luz ter chegado ao 25.º da conta pessoal.