Internacional

Arsenal fará exames para "clarificar" lesões cardíacas de Aubameyang

AFP

Aubameyang foi libertado pela seleção do Gabão depois de lhe terem sido diagnosticadas "lesões cardíacas" nos exames feitos após ter contraído e recuperado da covid-19

O gabonês Pierre-Emerick Aubameyang vai fazer exames médicos para "clarificar" os problemas cardíacos que lhe foram diagnosticados após recuperar da covid-19 e que ditaram a sua dispensa da seleção do Gabão na Taça das Nações Africanas (CAN2021).

"É nossa obrigação garantir que, clinicamente, o jogador esteja seguro, em boas condições e não haja problemas relacionados com isso, porque, historicamente, em relação a tudo o que fizemos com o jogador, ele nunca teve este problema", explicou o treinador dos gunners, Mikel Arteta.

Aubameyang foi libertado pela seleção do Gabão depois de lhe terem sido diagnosticadas "lesões cardíacas" nos exames feitos após ter contraído e recuperado da covid-19.

"Não tivemos nenhuma clarificação da seleção do Gabão sobre as razões pelas quais ele voltou", acrescentou o técnico espanhol dos londrinos.

Enquanto a Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou que Aubameyang e o companheiro de equipa Mario Lemina tinham lesões cardíacas, o treinador do Gabão, Patrice Neveu, garantiu que nenhum dos jogadores tinha problemas sérios, alegando que estavam somente a sofrer alguns efeitos colaterais da covid-19.

Aubameyang e Lemina testaram positivo à chegada aos Camarões, quatro dias antes da estreia do Gabão na CAN2021, frente a Comores (1-0), falhando igualmente o encontro com o Gana (1-1), por aconselhamento dos médicos da CAF, e apesar de já terem tido um teste negativo ao coronavírus.

Apesar do negativo antes da partida com o Gana, os dois jogadores revelaram ainda alguns traços da covid-19 numa ressonância magnética, necessária segundo o protocolo da CAF.

Por motivos disciplinares, Aubameyang foi destituído de capital do Arsenal em dezembro, ficando de fora de alguns jogos antes de ser autorizado a juntar-se à seleção do Gabão.

Redação com Lusa